29 jul 2017

Aílton diz que Tupi não jogou bem e fala em treinar no Baeta. Leia a entrevista completa



   Apesar da vitória sobre o Joinville por 3 a 1 na tarde chuvosa deste sábado, dia 29, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, o treinador Aílton Ferraz revelou que não gostou da atuação do time.

  “No primeiro tempo, realmente a equipe não jogou bem, mas quando você trabalha certo, as coisas acontecem. E conseguimos os dois gols. No segundo tempo foi uma questão de ajustar e aconteceu do jeito que falamos (no intervalo). Uma vitória em cima de uma equipe bem montada, com um toque de bola muito bom, e conseguimos superá-los. Falei para eles que temos que ir galgando aos poucos. Um time que era desacreditado, e estamos chegando. Quem vier jogar contra a gente, já não vem de qualquer maneira. Mas valeu. Acho que uma vitória que a equipe não jogou bem no meu modo ver, mas conseguimos um resultado muito importante para que possamos dar seguimento no primeiro objetivo que é não descer”.

Confira a entrevista coletiva completa do treinador, concedida no Estádio Mário Helênio.

Aílton Ferraz: “O melhor campo hoje é do Tupynambás, e diz que tem uma rivalidade, e eu não sei que rivalidade é essa”

O que falta para o time atuar bem e vencer?

“Equilíbrio nós temos, jogamos bem no jogo passado, jogamos bem no jogo aqui contra a Tombense, mas enfrentamos uma equipe inteligente, tem o meio que roda muito. Pegamos um campo molhado, nunca havíamos jogado assim. Inclusive estamos até sem campo, estou tirando de Santa Terezinha, precisamos de gramado. Vamos passar isso para a diretoria correr atrás o mais rápido possível, porque um time de futebol que joga em um campo bom, precisa treinar em um campo bom. Até para poder qualificar mais ainda os jogadores. Fiquei preocupado nessa semana, porque com essa chuva o meu time não tinha jogado ainda, tanto é que erramos alguns passes, tempo de bola, nos prejudicou bastante. Mas valeu a superação e a entrega de cada um, o grupo mostrou que está unido e disso não abro mão. Montamos uma família”.

Joinville cresceu no segundo tempo

“No segundo tempo viemos com uma proposta de contra-ataque, encaixamos logo um, que saiu o gol. Depois cedemos muito campo. Isso é normal porque é uma coisa diferente, a de estar 3 a 0. Eles se adiantaram e tivemos que nos segurar. Com isso não conseguimos ter a saída que tanto treinamos, para ter a posse de bola, e a gente perdeu muito essa bola em saída de jogo. Isso precisa ser corrigido, mas a dificuldade que temos encontrado na semana tem prejudicado muito o que precisamos fazer com a equipe. Mas não vou dar de hipócrita, a vitória foi importantíssima, ninguém acreditava, inclusive vocês da imprensa, muitos não acreditam até hoje”.

Importância do Ítalo

“É um menino matador, estamos tipo ‘guardando’ ele para o tempo necessário e as coisas têm dado certo. Lá contra o Ypiranga ele entrou no tempo que achamos que deveria e ele quase fez o gol da vitória. Um jogador que nos agrada muito. Mas dentro da proposta de trabalho nossa, sempre queremos iniciar da forma que a gente vem jogando, porque desgastamos a equipe adversária e depois ele entra, como é mais de área, para a finalização”.

Gol em jogada de treinamento

“Treinamos muito isso (bolas paradas), e tivemos a sorte do Edmário ainda passar na frente do goleiro. Essa bola é muito difícil, por isso não gosto de marcar da forma que o time adversário pisa na linha da grande área. Eu sempre conto cinco passos pra frente, para não haver essa dúvida. O Diego mais uma vez acertou essa bola. Mas o gol que achei mais bonito foi a bola tralhada no terceiro gol, que treinamos muito no campo do Zico (time treinou no CF Zico na manhã de quinta-feira). O pessoal do nosso meio está de parabéns. Inclusive já estou incomodado que tem já ‘garanhão’ em cima, time querendo, já conversamos para tomar cuidado, não podemos perder ninguém nesse momento”.

Situação dos dois atletas que não foram inscritos

“Vou falar só dentro de campo. São dois atletas que iriam ajudar demais. O Felipe Baiano é um jogador que atua tanto de primeiro volante, segundo e também mais avançado, uma qualidade muito boa, técnica, força, iria nos ajudar bastante. O Luiz Fernando é cria do Cruzeiro, tem uma canhota muito acima, também iria encaixar bem dentro do grupo. Ficamos tristes, porque são dois atletas qualificados. Eles estão treinando com a gente, citei o nome dos dois ali. Mesmo não podendo jogar estão treinando forte, adoraram o grupo e estou fiquei muito feliz que eles pediram para não ir embora. Isso é sinal que o nosso trabalho está sendo bem feito”.

Já pensa no próximo adversário?

“Primeiro vou tomar um banho, tomar meu vinho que já comprei na promoção (risos) e aí depois pensar a próxima equipe que é o São Bento. Sabemos que é uma equipe forte e que nos deu muito trabalho aqui, mas vamos treinar direitinho. Espero que possa arrumar um campo para treinar e dar sequência no trabalho, que aos poucos estamos conseguindo nosso objetivo”.

Dificuldades em encontrar um campo para treinar

“A intertemporada já foi feita. Agora é o contrário. O treinamento cai em volume, e aumentamos a intensidade. Essa intensidade que eu preciso, eu não consigo dar em campo ruim, não tem jeito. E depois torcida cobra, com toda razão porque não vai ver treino. Quando você pega um tapete desse, e treina em um ruim, prejudica bastante. Mas vamos passar por cima dessas coisas, o que tiver, nós vamos usar. O melhor campo hoje é do Tupynambás, e diz que tem uma rivalidade, e eu não sei que rivalidade é essa”.

 

 

Texto: Patrick Alves, estagiário do Toque de Bola, com supervisão de Ivan Elias, Toque de Bola

Fotos: Tupi – Leo Costa

 

 

 


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