14 maio 2017

Lúdyo vê cobrança demais: “Trabalhamos a competição inteira sem preparador físico”



Tupynambás (de vermelho) e Uberaba cumpriram tabela em estádio quase vazio

Foi em tom de desabafo que o treinador do Tupynambás, Lúdyo Santos, conversou com a reportagem do Toque de Bola e da Rádio Globo Juiz de Fora após o empate em 1 a 1 com o Uberaba, sábado, 13, no Estádio Municipal  Radialista Mário Helênio. Disse que houve uma cobrança exagerada sobre a equipe, que não contava com a mesma estrutura de outras equipes e sequer preparador físico teve na competição, por falta de condições financeiras, e exaltou o trabalho – “Temos que bater muita palma para o que o Baeta fez” .

O jogo

“A gente sabe da dificuldade que é enfrentar a equipe do Uberaba, que apesar de estarem eliminados da competição, são homens, são atletas que buscam alguma coisa no futebol, e sabíamos que eles viriam aqui para dificultar bastante o jogo. Começamos um pouco lentos, tomamos o primeiro o gol que acabou facilitando a equipe do Uberaba, porque a proposta deles era marcar baixo e aproveitar os contra ataques, principalmente com o Baianinho, e as bolas longas. Mas a gente conseguiu, dentro do que está proposto, do que está acontecendo no nosso dia a dia, fazer um jogo onde conseguimos 1 ponto, não é o que a gente precisava, que era reverter essa situação na tabela, trocar de posição com eles, mas infelizmente a gente não conseguiu. O que fica é a entrega dos jogadores, a competitividade”.

Agradecimento

“Fica o aprendizado, fica o agradecimento à torcida do Baeta que nos apoiou nessa caminhada do Módulo II, a todos os radialistas, repórteres, narradores, fica o agradecimento. Agora fazemos o último jogo contra o Betinense e segue a preparação para o ano de 2018 para que a gente consiga esse tão sonhado acesso para a torcida do Baeta”.

Futuro

“Temos somente mais um jogo, mas o projeto do clube permanece. O momento agora é de buscar jogadores, de estar analisando jogos, buscando jovens atletas, aumentando o leque de opções de jogadores para que a gente faça no ano que vem uma grande competição”.

Arbitragem

“Eu vejo que a arbitragem é um fator que tem que ser muito melhor preparado do que está acontecendo. Infelizmente os árbitros aqui se acham os donos da verdade, conduzem o jogo da forma que eles acham que é certo e não de acordo com o que é certo e o que deve acontecer. Eu vejo muita gente que nunca vivenciou nada no futebol, e com a responsabilidade de dirigir grandes jogos. Fica nítido, o Hércules simulou na minha frente, se jogou, em uma jogada que ele poderia ter levado o segundo amarelo, e o árbitro simplesmente caiu na dele e quer dizer que está certo. Eles estão muito mal preparados, a arbitragem nacional e as vezes internacional também, sempre acontece alguma coisa. Arbitragem é um fator determinante no futebol, se eles não se prepararem mais, infelizmente o nível técnico tende a cair”.

Balanço no Módulo II e falta de estrutura

“Temos que entender o processo ao qual o Baeta passa. Não temos hoje a melhor estrutura, o melhor orçamento, não tem a melhor alimentação, a gente não é melhor em nada. Perdemos um pouco na estrutura para um Nacional de Muriaé, perde no orçamento do Uberaba que é dez vezes o nosso, uma equipe que gastou em torno de 1,2 milhão numa competição, que é o que gastam os clubes da primeira, o ônibus nosso não é o melhor, que o melhor é o do Betinense, então a gente não tem os melhores atributos para subir. Poderia subir? Poderia, temos grandes jogadores, porém o clube precisa se estruturar. Muito se cobrou da comissão técnica, uma situação onde estávamos tomando muito gol no final do jogo, mas poucos sabem que nós trabalhamos a competição inteira sem preparador físico, devido á escassez de recursos do clube. Isso foi um pedido meu no começo, que trouxesse, mas o clube não tinha orçamento pra isso. É uma das poucas dificuldades que acontecem na competição e que temos que bater muita palma para o que o Baeta fez. Poucos acreditavam que a gente iria passar da primeira fase, nós passamos e fizemos grandes jogos com todas as equipes, ninguém ganhou da gente de mais de um gol de diferença, muito pelo contrário, tiveram que se entregar muito para conseguir levar ponto pra casa. Fica esse legado, de que o Baeta fez uma grande exibição sim, dentro das possibilidades, dentro do que foi oferecido e dentro da idade dos atletas, que são muito mais jovens do que os das outras equipes”.

 

Texto com entrevista concedida ao Toque de Bola e à Rádio Globo Juiz de Fora

Arte: Toque de Bola

Edição: Toque de Bola

 

 


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