05 jan 2017

Exclusivo: Fabinho revela conversa demorada com Caça-Rato e vê na sinceridade com grupo receita de bom ambiente



   O novo responsável pelo futebol do Tupi está confiante. Logo depois da apresentação do polêmico Flávio Caça-Rato à imprensa, na tarde desta quinta-feira, 5, o ex-volante Fabinho concedeu entrevista exclusiva ao Toque de Bola e falou sobre os temas que têm preocupado o torcedor carijó neste início de temporada que a própria diretoria havia antecipado que seria de dificuldades.

  Por que contratar jogadores de clubes pequenos?

  Por que acreditar em veteranos que não vêm de temporadas felizes?

  Como acreditar na reconstrução do time, depois de uma temporada tão desastrosa como a de 2016?

  Fabinho aposta em trabalho e comprometimento nessa reconstrução. E em jogar limpo com cada atleta antes que ele aceite vestir a camisa alvinegra. Por que? “Quando você deixa tudo bem claro no início, você tem condições de cobrar”.

   Como superar os obstáculos e apresentar resultados em campo? “O Tupi tem limitações, mas precisamos fazer dessas limitações a nossa oportunidade de fazer algo positivo. E algo positivo no futebol é a conquista”.

  Confira a entrevista concedida no Espaço Torcedor – Sala Geraldo Magela Tavares.

Fabinho sobre Flávio Caça-Rato: “Por que não acreditar? Isso é o nosso trabalho. Ser criativo o tempo inteiro. Acreditar no que está sendo feito”

Toque de  Bola: Como foi o convite do Tupi para você dirigir o futebol do clube em 2017?

Fabinho: Logo após o final da Série B e a oficialização que o time não permaneceria, foi feito o contato, e prontamente aceito. A Myrian (presidente do clube, Myrian Fortuna) tem um projeto bacana, pensamento de fazer um Tupi forte. Esperamos que não seja só mais um projeto, mas que consigamos a cada etapa ajudar na reestruturação do clube, na profissionalização dos setores. Que os resultados também possam vir e tenhamos a força necessária para fazermos aquilo que entendemos ser o correto.

Toque de Bola: É quase um time inteiro novo (de contratações). Poucos jogadores ficaram da temporada passada. É maior o desafio, o grupo tem que ter um mínimo de entrosamento, o Campeonato Mineiro é curto. Como vocês estão trabalhando isso?

Fabinho: Jogo a jogo. Montagem nova, mas extremamente necessária. Só tínhamos alguns jogadores da base, devido a várias situações – queda (para a Série C), eleições no final do ano, isso atrapalhou muita coisa. Mas conseguimos com o esforço de todos, da presidente, diretoria, da Comissão Técnica, contratar esses jogadores em tempo recorde. Agora é fazer a preparação.  Entendemos ser um grupo que tem totais condições de fazer a primeira parte, que é deixar o Tupi numa situação boa. Lógico, pensando também naquele momento da competição que é a classificação entre os quatro (para a semifinal).

Toque de Bola: O clube já anunciou desde o final da Série B que o elenco para o começo de 2017 não seria um super elenco, em função de dificuldades financeiras. E aí vemos as reações dos torcedores. Se chega um jogador muito novo, o questionamento é: poxa, veio do Sampaio Correia, do Rio? Já quanto aos mais experientes, se questiona sobre o desempenho instável deles nas temporadas mais recentes. Como você vê esse tipo de reação? Normal? Mesmo ciente das anunciadas dificuldades, o torcedor espera sempre a melhor contratação.

Fabinho: Time de coração do torcedor sempre é o melhor do mundo, né? Torcedor é assim. Ele até sabe das limitações mas em alguns momentos não entende. Quando tem um orçamento x para trabalhar, se trabalha em cima daquilo. E tenta fazer o melhor. Nunca foi falado que o Tupi montaria um super time. As pessoas às vezes classificam isso como jogadores renomados. Mas dentro daquilo que foi proposto, do nosso orçamento e do nosso relacionamento, temos jogadores aqui que têm mercado. O Elivelton, que veio do Fluminense (o zagueiro ainda não apresentado oficialmente), tem mercado de Série B e até mesmo de Série A, mas entendeu que aqui seria uma oportunidade de vir, jogar e voltar ao mercado. O Flávio Caça-Rato realmente nos dois últimos não tem feito grandes campeonatos, mas por que não aqui no Tupi? Por que não acreditar? Isso é o nosso trabalho. Ser criativo o tempo inteiro. Acreditar no que está sendo feito. Somos todos profissionais da área. Muitos jogadores que estão aqui não têm expressão nacional mas já foram mapeados por mim mesmo, disputaram vários campeonatos. Para esse momento do Tupi, são jogadores que se encaixam dentro de orçamento. No meu banco de dados tenho jogadores das Séries A, B, C e D. Você monta o time dentro da parte financeira que você tem para trabalhar. Fico feliz, confiante. Não são só jogadores tarimbados ou orçamento alto que fazem com que se forme um grupo. O que forma grupo são jogadores comprometidos, Comissão Técnica comprometida, diretoria comprometida, torcida comprometida. Aí sim entendo que é a melhor forma. Que possamos ter essa paciência, que os jogadores entendam o mais rápido possível essa forma de trabalho para que o Tupi tenha bons resultados.

Toque de Bola: O que a sua vivência no futebol, de muitos anos como jogador, de vestiário, bastidores, ajuda a saber o que você não quer para o futebol do Tupi?

Fabinho: Comportamentos errados. Ambiente pesado. Isso é o início da queda. Tudo isso está sendo combatido. Todos os jogadores sabem disso. Todos, antes de virem para o Tupi, foram cientes das nossas limitações. Que o Tupi tem muitas limitações, todos vieram cientes disso. Então chegaram sabendo o que iriam encontrar. Fiquei muito feliz porque eles têm gostado. O Tupi tem uma boa estrutura, sim, para trabalho. Lógico que precisa ser melhorada, mas tem boa estrutura. Tem uma comida, uma alimentação maravilhosa, um alojamento que consegue receber alguns jogadores, que estão bem acomodados. Temos coisas boas. E quando você deixa tudo bem claro no início, você tem condições de cobrar. É fazer o ambiente. O Tupi tem limitações, mas precisamos fazer dessas limitações – tenho falado isso o tempo inteiro – a nossa oportunidade de fazer algo positivo. E algo positivo no futebol é a conquista. Trabalhando para tudo que vimos no decorrer da nossa carreira toda: vestiário, ter o controle, ter o time na mão, treinador ter a tranquilidade para fazer o trabalho dele. Estamos tendo isso no Tupi. E vamos torcer também para a sorte estar do nosso lado, que a bola entre, e que tudo ocorra da melhor forma possível, sabendo que teremos dificuldades, mas estamos preparados para superar todas elas.

Toque de Bola: O que pode dizer sobre a contratação do Flávio Caça-Rato?

Fabinho: Flávio? É isso que você viu aqui (na entrevista coletiva). Um cara “figura”, alegre, não vamos tirar isso dele aqui. Futebol precisa disso mesmo, mas o que temos conversado com ele é que primeiro ele precisa jogar. Jogue, se comprometa, e aí o resto… Tive uma conversa muito demorada com ele. Ele jogando, se comprometendo, aí pode brincar, comemorar, fazer tudo aquilo que às vezes até falta no futebol.  Na consciência dele, realmente tem que se comprometer. Tem se comprometido. Tem atraído coisas boas porque é um cara super alto astral, o grupo gosta dele, está sempre brincando. Espero que ele nos ajude a alcançar nossos objetivos.

 

Texto: Ivan Elias – Toque de Bola

Foto: Toque de Bola

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Uma Resposta to “Exclusivo: Fabinho revela conversa demorada com Caça-Rato e vê na sinceridade com grupo receita de bom ambiente”

  1. MAURICIO MAZETTI
    06/01/2017 às 9:36

    O TUPI tem limitações financeiras (e todos sabemos), mas contratar jogadores que passaram por vários (às vezes, muitos) clubes, para mim, significa que não demonstraram qualidades para permacer nestes clubes. O bom trabalhador, raramente, muda de emprego. abs.

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