19 out 2016

Especial Toque: um ano do acesso carijó. Marco Goiano e o gol do acesso: “Levo isso comigo até hoje”



O meia Marco Goiano foi o responsável por decretar o acesso do Tupi para a Série B. Aos 35 do segundo tempo, ele fez o segundo gol da vitória por 2 a 1 em cima do ASA, em Arapiraca. Enquanto o jogador marcava em Alagoas, a torcida Carijó explodia de felicidade assistindo ao jogo no telão que fora montado na Praça Antônio Carlos. Em conversa com o Toque de Bola, Marco Goiano falou do seu momento atual na carreira, o desejo de voltar ao Tupi e da conexão dele com torcedores durante os jogos decisivos de um ano atrás. “Um dos torcedores pediu para eu jogar esse jogo pela vida dele”, disse.

 Um ano do acesso

   Esta é uma das  entrevistas especiais do Toque de Bola que  marcam um ano do acesso do Tupi à Série B  do Campeonato Brasileiro. Em 19 de outubro de 2015, uma segunda-feira, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, Alagoas, o Carijó derrotou o ASA por 2  a 1, gols de Kaio Wilker e Marcos Goiano, descontando Uederson, de pênalti, aos 41 minutos do segundo tempo, no jogo de volta do “mata-mata do acesso”. Na partida de ida, em Juiz de Fora, em 3 de outubro, um sábado, o  Tupi venceu por 2 a 0, gols de Sidimar e Fabrício Soares, ambos de cabeça e em passes de Marcos Goiano (um em cada tempo), no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio.

Além do gol em Arapiraca, Marco Goiano deu passes para os dois gols na vitória do jogo de ida, em Juiz de Fora

Além do gol em Arapiraca, Marco Goiano deu passes para os dois gols na vitória do jogo de ida, em Juiz de Fora

O gol e os confrontos contra o ASA

Ficou marcado na minha mente e levo isso comigo até hoje. Quando estávamos chegando no Mário Helênio tinham alguns torcedores recebendo o ônibus. Um dos torcedores pediu para eu jogar esse jogo pela vida dele, como se o Tupi fosse tudo para ele. Eles soltando fogos, todos contentes antes da partida. O resultado foi importante, levar a vantagem para Arapiraca. Mas quando esse torcedor me falou aquilo eu lembrava dentro de campo, porque sabia que aquela conquista era importante não só para mim, mas para ele e toda a cidade de Juiz de Fora, pela qual tenho um carinho enorme.

No jogo de volta colocaram um telão na praça (Antônio Carlos), todo mundo assistindo ao jogo e dando força, pensamento positivo pela conquista. Isso também foi brilhante. Quando chegamos a Juiz de Fora com o acesso os torcedores esperavam na entrada da cidade para comemorar. E fizeram uma carreata para agradecer. Tem muita coisa que ficou marcada para mim que vou levar nessa conquista. Passamos por várias dificuldades durante a competição, mas mesmo assim vencemos a batalha. Deus foi conosco. Fiquei também feliz pelos dois jogos, por fazer parte dos gols e das jogadas pelas assistências.

No Mineiro fui vilão. A mesma torcida que me contestava, no final de tudo foi a que me aplaudiu. Esse é o futebol: te dá oportunidades para você dar a volta por cima. Mas sou muito grato a todos os envolvidos naquela campanha. A presidente, os diretores, o Cloves, que sempre lutou por nós, o Leston, que é um excelente profissional. Ele e toda a comissão. Léo Devanir, Shiroma e principalmente os torcedores fiéis que nos apoiaram em todos os momentos. A cidade também me acolheu muito bem. Tenho só gratidão a todos. São muitos que ficaram marcados. E não podemos deixar de enaltecer o grupo: guerreiro, de homens de verdade que enfrentaram tudo e nunca desacreditaram. Tenho orgulho desse grupo que trabalhei. Pena que cada um segue seu caminho.

Clube que está atualmente

Estou no Omã, num clube chamado Mirbat. Esse ano joguei pelo Remo e depois a Série D pelo Moto Club, que subiu para a Série C. Mas saí antes de acabar a Série D, depois da segunda fase que tiramos o Águia de Marabá apareceu essa proposta.

O futebol do Omã é muito diferente do brasileiro?

Muito diferente, não se compara. Não tem profissionalismo. Os estrangeiros são cobrados demais. Já os jogadores do país, tudo normal, não tem cobrança. Mas estou fazendo alguns contatos já para voltar. Tenho contrato, mas não estou feliz aqui. Até o final do ano devo ter uma posição.

Ainda acompanha o Tupi? O que acha da situação do clube na Série B?

Sim, sempre estou de olho. Fico triste pela colocação, mas não tenho que falar nada porque não sei o que se passa atualmente dentro do clube. Mas é triste ver um clube como o Tupi nessa briga. Tomara que não caia para se estruturar melhor para o próximo ano. Não sei quem foram as pessoas envolvidas para montar a Série B. Mas é uma pena ver a situação pelo que fizemos no ano passado e você não vê quase ninguém no elenco. É triste, porque se você pegar os times que subiram, eles mantiveram a base e se reforçaram, o que é normal. O próprio Londrina, Brasil de Pelotas estão bem na competição hoje. Mas futebol é assim. Às vezes não servimos naquele momento mas em outros sim. Não tenho nada contra o Tupi, só tenho que agradecer por ter aberto as portas para mim e o Marco Goiano ter deixado as portas abertas. Até fiz um contato com o Tupi quase no meio da tabela, mas me recusaram. Não levo rancor nem mágoa de nada, só lembro de momentos maravilhosos que vivi.

 

Texto: Toque de Bola

Foto: Arquivo Toque de Bola

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