05 jul 2016

Renan é apresentado e pede para equipe ‘mudar a chave’. Bruxa das lesões faz nova vítima



Depois de fazer sua estreia pelo Tupi, o volante Renan foi apresentado oficialmente pelo Galo. A situação inusitada se deu por necessidade do técnico Estevam Soares. Ele precisava de jogadores da posição para a partida contra o Vila Nova, em Goiânia. Recém-contratado, Renan estava em Juiz de Fora e viajou para a capital goiana, onde fez o primeiro jogo com a camisa Carijó.

Renan em 31 anos, 1,81 de altura, 80 kg, é destro e nasceu em Caieiras (SP). Fez a base no São Paulo, seu primeiro clube como profissional e onde conquistou os maiores títulos da carreira: Campeão Mundial e da Taça Libertadores da América, ambos em 2005.

renan

Renan foi apresentado na segunda-feira. Volante já fez sua estreia pelo Tupi

Estreia com derrota

Na segunda-feira, 4, após o treinamento em Santa Terezinha, o jogador concedeu entrevista coletiva e lamentou a derrota para o Vila, em sua estreia. “No primeiro tempo eles tiveram mais posse de bola, mas não o controle do jogo. Defensivamente conseguimos controlar o jogo. Eles conseguiram fazer o gol numa bola parada. Observando de fora, via que estava acontecendo com alguma regularidade. No segundo tempo foi exatamente o contrário. Controlamos todas as ações do jogo e com chances claras de gol. Saindo de campo falei com nosso treinador que dá uma perspectiva muito boa para o futuro”, avaliou o novo reforço do Tupi.

Maior desafio da carreira

Renan tem uma carreira de sucesso. Foi campeão da Libertadores e do Mundo com o São Paulo, além de campeão paulista e baiano. Já passou por diversos clubes como Juventude, Cruzeiro, Atlético-MG,  Atlético-PR, Al-Ittihad (Arábia Saudita), Vitória de Guimarães (Portugal), entre outros. Apesar de dos títulos, o jogador afirma que muitas vezes não são os troféus que expressam o sucesso. “Escolhi estar aqui. Escolhi esse desafio para a minha carreira. É o maior desafio da minha carreira. Muitas vezes a pessoa não é só vitoriosa por conquistar um título. Se conseguirmos a manutenção do Tupi na Série B, ao final de novembro, penso que será uma conquista para o clube e para todos nós, individualmente. Tenho convicção em tudo aquilo que representa meu trabalho e do treinador”, disse.

Falta de confiança

Indagado sobre os problemas do elenco Carijó, Renan tentou escapar da pergunta, mas acabou admitindo que o grupo sofre com a falta de confiança. “Não é minha função diagnosticar problema. Tenho algumas coisas na minha cabeça, mas não é publicamente que vou falar. Nem nossas virtudes, nem nossos defeitos, que todos têm. O líder perdeu no final de semana. Acho que a gente conseguindo engatar uma sequência de vitórias nos dará mais confiança. Uma das coisas que notei no nosso time é a falta de confiança, o que é absolutamente normal. Para jogadores experientes e inexperientes, o fato de ter boas atuações e sofrer gols em bolas paradas, no final dos jogos, tira um pouco da confiança. Tem que mudar a chave da cabeça e ir para cima, sem medo de errar, com confiança no trabalho. Acreditar no que está sendo trabalhado e que é planejado. Apesar de normal para o momento da equipe, a gente tem que ir para cima porque senão não vamos conseguir tirar o time dessa situação”.

  Baixas

O médico e vice-presidente do clube, José Roberto Maranhas, confirmou ao Toque de Bola nesta terça-feira, 5, que o zagueiro Hélder, com lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, é mais um atleta que está fora dos planos para a sequência da Série B.

Outro zagueiro, que nem chegou a estrear na competição, será submetido a cirurgia nesta quarta-feira: Sidimar, um dos destaques na campanha da Série C no ano passado, que levou o Carijó à segunda divisão do futebol nacional este ano. Ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito.

Além de Hélder e Sidimar, o Tupi também não conta mais com Hiroshi, outra vítima de contusão muscular. Com diagnóstico inicial de  ruptura completa do músculo da coxa esquerda, posteriormente o quadro foi de distensão muscular. O prazo de recuperação segue indefinido.

Já para a partida diante do Ceará, sexta-feira, 8, às 21h30, em Juiz de Fora, o lateral Henrique e o zagueiro-lateral Bruno Costa, ambos recuperando-se de problema muscular, não estão confirmados. Bruno, com problemas no músculo adutor da coxa direita, não deve reunir condições até o dia da partida.

Caso sério

Para Maranhas, o desgaste a que estão sendo submetidos os jogadores do futebol brasileiro, principalmente nas Séries A e B, preocupa muito os profissionais dos clubes: “É o caso de se promover um Congresso de Medicina Esportiva. Não tem condições. Na Série A, são várias semanas com jogos direto, aos meios de semana e finais de semana, agora também na segunda-feira. Na Série B, quase toda sexta e terça-feira, em locais distantes, com o desgaste das viagens consecutivas”, analisa.

Na tabela da Série B, o intervalo de uma semana do jogo contra o Vila Nova, em Goiânia, para o próximo encontro, diante do Ceará, já é motivo de alívio. Mas folga maior mesmo na tabela, com um intervalo mais extenso, só está programada no caso do Tupi entre os dias 2 e 20 de agosto. No dia 2, uma terça-feira, o Tupi recebe o Paraná, às 21h30, pela última rodada do primeiro turno. Dezoito dias depois, o Carijó enfrenta o Goiás, na capital goiana, na abertura do segundo turno da Série B.

  Reforços

Sobre a possibilidade de reforços para a sequência da Série B, o dirigente confirma que o clube pretende acertar com um meia e um atacante ainda nos próximos dias.

O meia Octávio, apresentado recentemente e considerado reforço importante pela Comissão Técnica e por dirigentes alvinegros, só terá condições de jogo na sexta se o nome aparecer no Boletim Informativo Diário (BID) no site da CBF até quinta-feira.

 

Texto: Toque de Bola – Cérix Ramon e Ivan Elias

Foto: Divulgação Tupi

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