16 maio 2016

Drubscky explica as opções feitas para definir a escalação da estreia e analisa atuação carijó



Qual o balanço da atuação do Tupi na estreia da Série B – derrota de 1 a 0 para o Goiás, na sexta-feira, 13, no Estadio Mário Helênio? E a formação do time para a sequência da competição? É para deixar o torcedor desanimado ou alimentar esperanças de uma boa campanha, com evolução na sequência das partidas?

Enquanto as opiniões dos torcedores se dividem, veja a análise feita pelo treinador carijó, Ricardo Drubscky:

Hiroshi fez falta? (Nota da redação: um dos destaques do time no Campeonato Mineiro, Hiroshi foi vetado com luxação no ombro direito)

 Ricardo Drubscky: O Hiroshi é um bom jogador, mas os que entraram ajudaram. Não vou lamentar ausência de jogador, nunca fiz isso e não vou fazer. Quero sempre todos à disposição para caso o resultado não venha a culpa caia sobre mim por não ter escalado. Mas eu gostei do Silvy (Thiago Silvy) jogando pelo lado esquerdo. Quase fez um gol no primeiro tempo e criou boas jogadas. Vamos torcer para o Hiroshi voltar logo e ser mais um a ajudar a gente.

A opção por começar o jogo com Recife, Jataí e Filipe Alves no meio-campo foi para manter uma base em relação ao Mineiro?

Drubscky: Com certeza. Eles também vinham fazendo bons treinamentos. Vocês estão à beira do campo mas às vezes não conseguem fazer essa leitura. Nós vivemos o treinamento toda hora. Recife e Filipe estão fazendo ótimos treinos, Marquinhos (Marcos Serrato) está vindo sem jogos. Quando chegam jogadores, não são só eles que são reforços, porque eles trazem uma motivação  a mais para quem já estava no grupo. Esses dois jogadores cresceram nas últimas semanas e eu achei interessante colocá-los. Acho que eles foram bem,  e dentro das nossas dificuldades fizemos um bom jogo, tirando os 20 minutos iniciais do segundo tempo, onde perdemos um pouco o controle. No restante retomamos, poderíamos ter feito o gol da vitória e não fizemos.

A sua opção pelo Bruno Costa, na lateral-esquerda, e pelo Giancarlo, no ataque, começarem a partida:

Drubscky: O Giancarlo estava nas condições físicas ideais para jogar 60 minutos. Ele jogou bem, escorou bem, no primeiro tempo. Ficou muito isolado e com as substituições melhoramos isso, mas infelizmente, quando começamos a ter esse volume de jogo pelo meio, eu tive que tirá-lo porque estava cansado. Sobre o Bruno, o Bruno é lateral. Conheço ele desde a base do Atlético-PR, foi meu jogador no Joinville, e ele pode atuar tanto como lateral, como zagueiro, como volante. Contratamos 11 jogadores e pelo menos oito deles jogam em mais de uma posição. Quero esclarecer isso para que não haja críticas desnecessárias ao nosso trabalho. ‘Poxa, o Bruno Costa de lateral?’ Sim, ele joga de lateral, zagueiro e de volante. O Jonathan joga por dentro e por fora, o Henrique joga na frente e joga atrás como lateral, entre outros. Isso tudo porque emendamos os dedos para contratar o melhor possível com o dinheiro que nós temos e estou muito feliz. A palavra que fechei a palestra antes do jogo foi, de coração, que espero desse grupo uma resposta muito boa porque estou confiante no trabalho. Vamos levar o trabalho com essa confiança e esses meninos vão crescer.

A torcida aplaudiu os atletas após a partida. Como você viu essa reação?

Drubscky: Atrás do meu banco eu ouvi a torcida aplaudindo, mas confesso que na saída para o vestiário, onde a torcida costuma xingar mais, eu não ouvi porque estava chateado com o resultado. Acho que é um sinal. Eu não fico feliz com isso porque eu estou com a boca seca com esse resultado. Não merecemos perder, se não fez muito para ganhar, não merecíamos perder. É um indicativo que o torcedor viu que contratamos bem, que os jogadores são guerreiros, com boa técnica, e é legal ver o trabalho reconhecido.

Formação carijó na estreia da Série B: treinador explica opção por apoiadores que disputaram o Mineiro e Bruno Costa na lateral-esquerda diante do Goiás

Formação carijó na estreia da Série B: treinador explica opção por apoiadores que disputaram o Mineiro e Bruno Costa na lateral-esquerda diante do Goiás

Observação: boa parte da entrevista após a partida foi dedicada às críticas feitas pelo treinador a arbitragem, ao considerar que o gol do Goiás começou com um impedimento não assinalado pela arbitragem. No dia seguinte, porém, via assessoria do clube, o técnico deu uma declaração dizendo que reviu o lance pela TV e concluiu que o gol foi legal. Aproveitou para desculpar-se com a equipe de arbitragem.

 

Texto: Toque de Bola

Foto: site do Tupi

Edição: Toque de Bola

O Toque de Bola é administrado pela www.mistoquentecomunicacao.com.br


Voltar

Deixe uma resposta

Notícias


23 jun 2017
Futuro do Tupi na Série C passa pelo sábado à noite. Primeiro, o Botafogo

22 jun 2017
Alex Nascif aceita convite de Moacir Júnior e acerta com o Cuiabá

21 jun 2017
Ataque produtivo e elenco experiente são armas do líder Botafogo-SP diante do Tupi

20 jun 2017
Em sexto na chave, Tupi faz dois jogos em casa. Veja panorama da Série C

+ notícias

Toque de Bola

O primeiro portal exclusivo de esportes de Juiz de Fora cresceu rápido! Lançado oficialmente em janeiro de 2011, o Toque de Bola conquistou milhares de seguidores também nas redes sociais. Estamos no Instagram, no face, no Twitter. Informação dinâmica, com credibilidade e agilidade.


Acesse

error: Conteúdo protegido.