19 abr 2016

Depois do desafio Bota x Fla, comando da PM diz estar pronto para grande público em Flu x Atlético



Como a Polícia Militar tem se preparado para o trabalho nos jogos com maior presença de público em Juiz de Fora? O Toque de Bola conversou com o Tenente Coronel Neir Reis, Comandante da 4ª Companhia de Missões Especiais, logo após a reunião do plano de jogo de Fluminense e Atlético Paranaense, encontro ocorrido na quinta-feira, 14, numa das salas do próprio Estádio Municipal Radialista Mário Helênio.

Aproveitamos para consultá-lo para o esclarecimento de algumas situações levantadas pelos internautas nas redes sociais do Toque de Bola nos bastidores de Botafogo x Flamengo, jogo de duas grandes torcidas, e que acabou se tornando um desafio e tanto – foi o primeiro jogo na cidade com esse apelo de público – duas torcidas numerosas que não poderiam se encontrar de forma alguma desde a chegada ao estádio até a volta para a casa.

No encontro do chamado “plano de jogo”, autoridades civis e militares, órgãos da Prefeitura e dirigentes do clube mandante – no caso, o Fluminense – adiantam ao máximo providências como escolta de delegações, horários de chegada das catracas para verificação, sistema de transporte, objetos que não podem entrar no estádio junto com os torcedores e muitos outros aspectos. Na reunião sobre a final da Primeira Liga, foi inevitável a citação de alguns episódios verificados em Botafogo x Flamengo, sempre com a ressalva que as características do jogo entre rubronegros e alvinegros tornou-se uma missão bastante especial.

De acordo com informações do clube carioca em suas redes, até a noite de segunda-feira, 18, já haviam sido vendidos cerca de 18 mil ingressos – e, Botafogo x Flamengo, o público pagante anunciado foi de .

Tenente Coronel Neir Reis – Comandante da 4ª Companhia de Missões Especiais, aborda situações envolvendo a segurança da final da Primeira Liga

Tenente Coronel Neir Reis – Comandante da 4ª Companhia de Missões Especiais, aborda situações envolvendo a segurança da final da Primeira Liga

Toque de Bola: Como é o aperfeiçoamento do trabalho de um jogo ao outro em Juiz de Fora, principalmente depois desse Botafogo x Flamengo?

Tenente Coronel Neir Reis – Comandante da 4ª Companhia de Missões Especiais: Nossa preocupação é sempre com a segurança do torcedor. Fazer uma comparação entre os jogos que temos aqui como Tupi, Flamengo e Botafogo e agora a final da Primeira Liga é a diferença de público e o ânimo dos torcedores. No Flamengo x Botafogo, haviam duas torcidas de clubes rivais e por isso uma certa tensão. Nos jogos do Tupi o público é bem menor, e geralmente a presença da torcida adversária é em um número reduzido de torcedores. No jogo Fluminense e Atlético Paranaense, a gente espera que a torcida maior seja do Fluminense, com um número menor de torcedores do Atlético. Com todos esses jogos, nós vamos tendo experiências e vamos fazendo adequações e adaptações para criar um padrão para o nosso estádio.

Toque de Bola: Sobre relatos de torcedores. Recebemos uma reclamação de que teria ocorrido atraso na abertura dos portões para a torcida do Flamengo – anunciada para 14h, e teria ocorrido por volta de 14h30. Procede?

Tenente Coronel Neir Reis – Comandante da 4ª Companhia de Missões Especiais: A informação que nós temos, e eu estava aqui (no Estádio Mário Helênio, local da entrevista), é que os portões foram abertos as 14 horas.

Toque de Bola: Houve problemas com catracas?

Tenente Coronel Neir Reis: Nós tivemos um problema nas catracas dos torcedores do Botafogo no portão principal, onde um bloco de catracas não estavam funcionando e demorou um pouco até tudo ser reestabelecido, mas isso foi na torcida do Botafogo e não do Flamengo.

Toque de Bola: Alguma ocorrência?

Tenente Coronel Neir Reis:  Tivemos confronto entre torcidas da mesma equipe. Botafoguense confrontando botafoguense e flamenguista enfrentando flamenguista. Mas isso fora do estádio e foi prontamente apaziguado. Dentro do estádio não houve nenhum tipo de ocorrência.

Toque de Bola: Existe alguma forma de coibir ou diminuir a violência entre as torcidas organizadas? A opinião, de uma forma geral, é que se fosse apenas entre torcedores de Juiz de Fora dos dois clubes não haveria muito problema

Tenente Coronel Neir Reis: Temos acompanhado até em outros estados exemplos de proibição de torcidas organizadas ou até imposição de torcida única porque algumas pessoas não estão indo ao estádio com o objetivo de torcer, já vêm com propósitos de fazer confusão. A gente pede para que o torcedor venha assistir ao jogo independente de torcida organizada ou não. Sobre a nossa experiência quanto a Flamengo e Botafogo, são coisas que podem comprometer a possibilidade de ter outros jogos com duas torcidas grandes aqui em Juiz de Fora. Podemos ter jogos ou de Flamengo, ou de Botafogo, ou de Fluminense, ou de Vasco da Gama, mas contra uma torcida de menor número.

Toque de Bola: qual o efetivo escalado para Fluminense x Atlético Paranaense?

Tenente Coronel Neir Reis: Nós só fazemos adequação de acordo com o jogo. Claro que em Flamengo x Botafogo, em razão da rivalidade e do número de pessoas, o nosso efetivo foi maior do que será no Fluminense e Atlético Paranaense, mas essa redução não será prejudicial a segurança do torcedor. É apenas uma adequação por conta do número de torcedores.

 

Entrevista concedida em 14 de abril

Texto, foto e edição: Toque de Bola

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