19 fev 2016

Aparição da “FlaTupi” no estádio provoca polêmica e reacende discussão entre torcedores



Uma nova torcida surgiu em Juiz de Fora para apoiar o Tupi e causou um reboliço em sua primeira aparição no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. A FlaTupi, organizada por José Carlos Silva, do bairro Teixeiras, esteve presente na derrota do Galo Carijó diante do Uberlândia no dia 6 de fevereiro e acabou se envolvendo em uma confusão com a Tribo Carijó, uma das torcidas organizadas mais tradicionais do Alvinegro de Santa Terezinha.

O episódio trouxe à tona novamente uma questão muito debatida, inclusive nas redes sociais. Para boa pate dos torcedores mais fieis do Tupi, que frequentam o estádio e se manifestam publicamente, a forte identificação de torcedores da cidade com os clubes grandes do Rio seria apenas uma das muitas demonstrações de falta de incentivo e apoio da cidade, de uma maneira geral, ao Tupi. Traduzida, por exemplo, na baixa média de público no estádio ou no pequeno número de empresas parcerias que viabilizem mais investimentos no futebol carijó.

Torcida FlaTupi no Estádio Radialista Mário Helênio

Torcida FlaTupi no Estádio Radialista Mário Helênio

 

   Origem

José Carlos não esconde que é flamenguista de coração, e explica que, com o acesso do Tupi à Série B, resolveu organizar uma torcida para apoiar o clube da cidade: “Sou flamenguista de coração, não vou negar. Como o Tupi subiu para a Segunda Divisão, eu resolvi criar uma torcida para apoiar o Tupi. Como eu sou Flamengo, não uso preto e branco, resolvi criar essa camisa vermelha, preta e branca e torcer para o Tupi. Eu quero apoiar o Tupi, sou juiz-forano, nascido e criado aqui. Todo jogo eu vou estar aqui, porque eu gosto, por isso coloquei Galo e Urubu juntos. Sou do bairro Teixeiras, e eu comprei as camisas, tudo do meu bolso. Ninguém me deu um tostão, eu que formei essa torcida e ela vai crescer, porque todo mundo gosta do Tupi e viemos para torcer pelo Tupi.”, conta.

 

   A confusão

Como de costume, a Tribo Carijó chegou cedo ao Estádio Municipal Radialista Mário Helênio e ocupou o seu lugar nas arquibancadas. Poucos instantes antes de a bola rolar para Tupi e Uberlândia, a FlaTupi se posicionou com cerca de 20 integrantes ao lado da Tribo. A partir de então, o desentendimento começou, alguns trocaram agressões, até que os grupos foram separados pela segurança.

“Não aceitaram por causa do Fla, mas o que que tem? Eu sou flamenguista mesmo, não vou falar que eu não sou não. Mas aqui eu estou torcendo para o Tupi, não é para o Flamengo. Queira ou não queira eles (Tribo Carijó) vão ter que aceitar”, esbravejou José logo após a confusão.

 

Contra o estigma de “segundo time dos juiz-foranos”

Um dos conselheiros da Tribo Carijó, Daniel dos Santos, explicou que o desentendimento foi por conta da associação entre o Tupi e um clube carioca: “A Tribo Carijó é uma torcida de paz. O que ocorreu foi que nós fomos conversar com eles justamente pelo fato de não querermos nos integrar com uma torcida que leva as cores de outro time sem ser o Tupi, por causa desse estigma de que o Tupi é o segundo time dos juiz-foranos, e para nós não”, explicou .

 

  Posição da Secretaria de Esporte e Lazer

O professor Flávio Villela, da Secretaria de Esporte e Lazer, que é responsável pelo Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, declarou que a segurança dos jogos do Tupi no estádio é de responsabilidade do clube e fez o alerta para os torcedores: “O Tupi é o responsável pela segurança da torcida e já determinaram na reunião do Plano de Ação para a partida deste sábado, diante do Guarani, que a FlaTupi ficará do outro lado das arquibancadas, longe da Tribo Carijó. Agora, se ocorrerem brigas dentro do estádio, corre o risco de perda de mando de campo, previsto no regulamento da competição. O pessoal tem que ir para o estádio para torcer, e não para brigar”.

 

  “Todos devem ser cadastrados”

  O vice-presidente da Liga de Futebol de Juiz de Fora, Ricardo Wagner, esclarece algumas questões sobre a formação de uma torcida organizada: “Todos os membros de torcida organizada devem ser cadastrados, de acordo com a legislação. Não se trata de invenção do Tupi, Liga, Federação Mineira ou Prefeitura. Além disso, há uma exigência do Sistema de Defesa Social. Os responsáveis pela torcida e todos os integrantes devem estar cadastrados pelo clube. As torcidas novas devem, inicialmente, apresentar seus materiais ao comando do policiamento e se apresentar, acertar com a polícia, clube e administração do estádio local a permanência e colocação de faixas. Se utilizarem bandeiras, devem ter os mastros aprovados pela PM. Se forem usar fumaças, também precisam de aprovação. Nada impede que eles usem camisas de outros times como torcedores normais, podem entrar naturalmente, só pagarem ingresso. Todavia há uma solicitação do Tupi para que os torcedores compareçam somente com camisas do clube ou nas cores em preto e branco. Uma camisa do Flamengo contraria isso. Sugiro que a torcida participe das reuniões públicas do Plano de Ação, de acordo com o Estatuto do Torcedor, além de procurar a diretoria do Tupi e a 4ª Cia. de Missões Especiais da PM, que fica no 2º BPM, em Santa Terezinha, para fazer tudo da maneira correta”, explica.

 

Texto: Guilherme Fernandes, estagiário do Toque de Bola, com supervisão e edição de Ivan Elias – Toque de Bola

Foto: Toque de Bola

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