06 nov 2014

Chiquita critica início da UFJF e Batagim pede vontade. Heller vê apoio do torcedor como essencial



  A equipe do Vôlei UFJF perdeu, na noite desta quarta-feira, 5, para o Vôlei Brasil Kirin, na primeira partida em casa dos juizforanos pela Superliga Masculina de Vôlei 2014/15 . Os campineiros, superiores desde o início, fecharam o duelo em 3 sets a 0, parciais de 17/25, 19/25 e 20/25.

   A rádio web do Toque de Bola transmitiu ao vivo a estreia da Federal, direto do Ginásio da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid). O treinador dos donos da casa, Chiquita, não gostou da atuação de seus comandados, enfatizando as críticas em uma estatística.

    “Fomos agredidos do início ao final. No primeiro set, nosso side-out (virada de bola ou sequência de recepção do saque, passe e ataque) fez 17%, a recepção foi muito baixa e sobrevivemos de contra-ataques no fim, que melhorou um pouco. A partir do segundo set jogamos um pouco mais, só que ainda com o side-out muito baixo. Jogo desse nível é difícil, porque você precisa ter side-out e transição muito alta. Com uma variação como a de hoje, é muito difícil ganhar um set. O início determina o que a equipe vai apresentar no jogo e começamos muito mal. Não estamos nos comportando com o mínimo possível para um jogo dessa grandeza. Postura do time muito abaixo e podemos melhorar muito”, analisou Chiquita.

Jogadores da UFJF comemoram ponto: primeiro set foi decepcionante, na avaliação do treinador

Jogadores da UFJF comemoram ponto: primeiro set foi decepcionante, na avaliação do treinador

  A UFJF iniciou  o duelo em quadra com Rodrigo Ribeiro (levantador), Bergamo (oposto), Ialisson e Victor Hugo (centrais), Manius e Sérgio (ponteiros) e Tatinho (líbero). Também jogaram Gelli (levantador), Alemão (oposto), Guinter (central), Daivison e Batagim (ponteiros) – este último que, após entrar, ainda no primeiro set, foi destaque ao lado de Ialisson, e anotou 8 pontos, sendo o melhor nestes dados pelo lado da UFJF. O ponta pediu mais vontade e vibração da equipe após o jogo.

  “Desde o primeiro jogo a gente melhorou demais. Acho que faltou um pouco de paciência, começamos mal e eles abriram muito e na Superliga é difícil de buscar. Se mantivermos um ritmo bom e com mais vibração, que junto da torcida dá um algo a mais, teremos mais sucesso. Eles têm uma equipe muito boa, estão entre os primeiros e temos que ter mais vontade e pegada, mas com o tempo vamos conseguir melhorar”, opinou o ponteiro.

André Heller elogia projeto e pede que torcedor acolha UFJF

Campeão olímpico com a seleção brasileira em Atenas-2004, André Heller se aposentou como jogador de vôlei, mas segue trabalho no Vôlei Brasil Kirin, agora como coordenador técnico. O ex-central concedeu entrevista exclusiva ao Toque de Bola depois da vitória sobre a UFJF, destacando, inicialmente, o desempenho dos campineiros.

“Foi um ótimo jogo, esperávamos mais dificuldades, mas o mérito da partida foi nossa preparação durante a semana. A UFJF tem uma equipe bastante competitiva, hoje não foi o melhor jogo deles, mas muito em função da apresentação do Brasil Kirin”, avaliou Heller.

André Heller em entrevista ao Toque de Bola depois do jogo

André Heller em entrevista ao Toque de Bola depois do jogo

Com larga experiência no vôlei e já tendo atuado em clubes do Brasil e da Itália, o ex-jogador destacou a iniciativa e continuidade do projeto juizforano, pedindo a presença pacífica do torcedor nos jogos na Faefid: “Torço muito para que as coisas daqui andem muito bem. Que a cidade e a Universidade acolham com muito carinho essa equipe, porque não é fácil manter um time de vôlei. Que o torcedor entenda quais são os reais objetivos do time, onde ele pode chegar e que lote esse ginásio. A única competição é feita pelos jogadores dentro da quadra, o torcedor tem que transformar esse ginásio em um caldeirão apoiando a equipe”, discursou Heller, que complementou garantindo que, ao lado do torcedor, a Federal tem muito a evoluir, podendo chegar aos playoffs, objetivo juizforano.

“Acho que o sonho tem que existir e ser transformado em meta. E para alcançar o objetivo, é necessário um plano de ação e com certeza todos estão trabalhando nisso. Não vou cometer injustiças de fazer um julgamento com apenas um jogo, afinal vencemos por 3 sets a 0 com razoável vantagem, mas tem um campeonato inteiro ainda e esse time com certeza irá evoluir e mostrar o que sabe”, finalizou.

Texto: Bruno Kaehler


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