21 out 2014

Radamés assume Superliga propondo ouvir os clubes e cita com carinho vôlei local e Mário Helênio



Radamés Lattari Filho, ex-técnico da seleção brasileira e há dez dias novo responsável na Confederação Brasileira de Voleibol pela Superliga, anuncia o diálogo com atletas, treinadores e dirigentes das equipes como sua principal plataforma.

Em sua participação na cerimônia e depois, na entrevista com a participação do Toque de Bola como único representante da imprensa local, o dirigente garantiu que a entidade vai visitar todas as equipes e consultar aqueles que fazem o dia-a-dia dos clubes, criar comissões e melhorar em todos os aspectos a Superliga.

Atrair patrocinadores e aumentar o público nos ginásios também são consideradas metas prioritárias. Na parte final da entrevista, em bate-papo exclusivo com o Toque de Bola, falou com carinho da cidade, da tradição juiz-forana no vôlei, da imprensa, destacando, com carinho e saudosismo, a figura do jornalista Mário Helênio, que serviu de inspiração para a criação do Toque de Bola e hoje dá nome ao Estádio Municipal de JF.

Veja os principais trechos da entrevista

Diálogo para ouvir os clubes
“Há uma semana e meia eu assumi a Superliga. E, assim como fiz há 12 anos, a ideia é fazer a Superliga dividindo o desafio, a responsabilidade, com clubes, treinadores, atletas, para fazer sempre aquilo que seja o melhor para o voleibol. A ideia é visitar todos os clubes, passar um período reunido com os atletas, suas comissões técnicas e seus gestores, e ao final dessas conversas e dessa consulta, sentar e criar dois, três gestores do masculino, do feminino, três atletas do masculino, três do feminino, três treinadores de masculino e feminino, uma comissão que possa assessorar a CBV em suas culturas, suas atitudes, em seu futuro pensamento e desenvolvimento da Superliga”.

Radamés Lattari Filho garantiu que vai fazer a Superliga consultando todos os clubes

Radamés Lattari Filho garantiu que vai fazer a Superliga consultando todos os clubes

Atrair patrocinadores
“Queremos que cada vez mais patrocinadores entrem na competição, para ter os custos bancados por estes patrocinadores e dar oportunidades aos clubes de investirem mais em comissões técnicas e atletas.”

Ranking: No momento, há uma situação envolvendo a Jaqueline, da seleção, sem clube. Pode se mudar isso?
“No momento, para qualquer mudança no regulamento precisamos de unanimidade. Meu antecessor, Renato D´Ávila, enviou uma consulta a todos os clubes há dois, três meses atrás e os clubes optaram por manter o ranking do jeito que está.”

Está prevista utilização do desafio com recursos eletrônicos, como nos Campeonatos Mundiais?
“A mesma empresa que atuou no Mundial Masculino, na Polônia, mandou na sexta-feira um orçamento, mas foram tantas coisas que eu fui tomando pé nestes 10 dias que ainda não me aprofundei nesse item. Acho que o problema maior é o custo elevado”

Como foi a troca do Volta Redonda pelo Novo Hamburgo na Superliga Masculina?
Os clubes no masculino optaram por um campeonato com 12 equipes. Para que Novo Hamburgo (Voleisul) fosse incluída, era necessária unanimidade, não ocorreu. Com a desistência de Volta Redonda, todos os clubes, inclusive aqueles que não deram unanimidade, disseram à CBV que convidássemos a equipe do Sul. Já havíamos feito o convite, então foi bacana porque era o desejo da CBV e era o desejo os clubes. Quando os convidamos, eles nos pediram 48 horas para conversar com os patrocinadores e antes mesmo do prazo decidiram participar.

Final em 3 jogos: não houve aprovação no masculino, mas depois houve uma reunião com a TV Globo ficou decidido um jogo só?
Os clubes do feminino acreditam que o melhor sistema esse ano seja como está. No masculino, alguns pensam de um jeito, alguns de outro. A decisão da TV Globo era de uma partida. Os clubes no masculino estão se reunindo para saber o que é melhor para a competição. Mas tudo que estamos fazendo é de acordo com o regulamento, unanimidade, aquilo que seja o melhor para o vôlei brasileiro. Sempre que existir um pedido dos clubes, e unanimidade, vamos procurar atendê-los. Por enquanto vale o regulamento: um jogo na final.

O contrato a prevê a transmissão de mais jogos pela TV?
O contrato que existe com a emissora não tem obrigatoriedade das transmissões. A TV Globo, como é uma parceira antiga do voleibol, tenta viabilizar um maior número de transmissões. Mais para o decorrer do ano, vamos saber o número exato de transmissões.

Orçamento da Superliga é maior este ano?
Não sei. Houve mudança de diretoria e está se refazendo o orçamento.

O que seria a sua prioridade na Superliga? Algo que ao final da competição se dissesse: olha, nós conseguimos isso aqui:

Seria atender ao máximo o interesse dos clubes. Preservar ao máximo a parte física dos atletas. Atrair mais público, combinar com os clubes novos investimentos como concurso de mascotes – algumas equipes têm, seria bacana se todas tivessem, ajudam a identificar, concurso de torcidas organizadas, fazer promoções para que o público possa comparecer cada vez mais ao ginásio.

Casos de corrupção na CBV. Como está o andamento, a auditoria?
Estão falando com a pessoa errada. Têm que falar com nosso presidente, nosso superintendente, sou responsável pela Superliga.

Temos em Juiz de Fora uma radio web que transmite os jogos pela internet. É importante que outros veículos tenham essa possibilidade de divulgação? Nós em Juiz de Fora temos um grande número de acessos, inclusive dos adversários que acompanham o jogo de suas cidades.

Acho fundamental para o desenvolvimento do voleibol. Principalmente na cidade que não seja capital, sabemos que a equipe daquela cidade se torna parte da via daquela pessoa. Sabemos o quanto é importante os órgãos de imprensa locais acompanhando a trajetória da equipe daquela cidade.

Deixe uma mensagem ao Toque de Bola, que acompanha a UFJF desde o primeiro jogo da instituição em sua primeira Superliga, há quatro anos:

Desejo a todos de Juiz de Fora que a equipe da UFJF possa fazer uma excelente campanha. Que possa honrar uma longa tradição que a cidade tem no voleibol. Juiz de Fora já foi palco de semifinais de Campeonato Brasileiro. Me lembro de um Fla-Flu que eu fui assistir lá, decisivo para a Superliga da época. Lembro com carinho do saudoso Mário Helênio, uma figura que através da imprensa fez tanto, tanto, tanto, pelo esporte de Juiz de Fora, pelo esporte mineiro e pelo esporte brasileiro. E hoje dá nome ao Estádio Municipal. É com muito carinho que torço para que Juiz de Fora, sua equipe e sua torcida, tenham uma excelente Superliga.
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