16 out 2014

Em partida eletrizante, ADJF/MRS sofre virada para Metodista/São Bernardo: 32 a 31



Quem foi ao ginásio da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) na noite desta quinta-feira, 16, presenciou partida dinâmica entre ADJF/MRS Logística e Metodista/São Bernardo, vencida pelos visitantes por 32 a 31 (primeiro tempo 17 a 15 para os juizforanos), pela Liga Nacional de Handebol. Os mineiros seguem na quinta colocação, com quatro pontos somados, enquanto o time do ABC Paulista assume a liderança da chave, com 16 pontos.

O treinador da ADJF/MRS, Carlos Dias, elogiou a atuação de seus jogadores, criticando a arbitragem polêmica na partida: “Os Jogos de Minas energizaram nossa equipe. Tivemos uma semana passando manhã, tarde e noite juntos, então criamos um elo muito forte e viemos com tudo para essa final. Foi nosso melhor jogo na Liga, contra uma equipe que é líder do segundo turno. Mas é complicado você ver sua equipe jogar de igual para igual e na “hora h” ser prejudicada pela arbitragem, que interferiu diretamente no resultado do jogo. Tivemos nossos erros técnicos e táticos, mas no momento decisivo a arbitragem nos puniu muito mais, beneficiando a Metodista”, avaliou Dias.

Partida foi muito disputada durante as duas etapas

Partida foi muito disputada durante as duas etapas

O armador central da equipe, Welton, creditou a virada no placar também à bagagem maior dos paulistas, acostumados com o campeonato: “Foi um jogo bom, viemos que uma sequência boa dos Jogos de Minas, mas a experiência ainda vale muito na Liga Nacional. Nos preparamos bem para a partida de hoje, mas essa rodagem fez a diferença para eles. Temos que treinar um pouco mais sobre como controlar mais o jogo e a experiência deles realmente valeu pra caramba no resultado final”.

Jovem armador central da equipe juizforana, Welton enfatizou maior experiência dos adversários como fundamental na virada

Jovem armador central da equipe juizforana, Welton enfatizou maior experiência dos adversários como fundamental na virada

A ADJF/MRS volta a jogar em Juiz de Fora pela Liga Nacional neste sábado, 18, às 19h30, contra o São José, também no ginásio da Faefid.

O jogo

A partida, levada como uma final pelos donos da casa, foi marcada por muita vibração dos dois times desde o início. A ADJF começou o jogo ligada a cem por hora. Aproveitando seus lances de ataque com boa penetração, a equipe juizforana abriu dois gols de vantagem sobre os visitantes no início (5 a 3), dando maior tranquilidade para o decorrer do confronto. Com força defensiva e eficácia no ataque, a equipe comandada por Carlos Dias conseguiu abrir 13 a 9 na contagem, forçando o treinador adversário a pedir o primeiro tempo do jogo.

A parada esfriou um pouco as equipes, que desperdiçaram muitos ataques consecutivamente, mudando pouco o placar. Quem errou menos foi a equipe paulista, que conseguiu diminuir a vantagem para dois pontos(16 a 14). Para segurar a reação, Dias pediu tempo e acalmou seus jogadores. A diferença na contagem foi mantida até o fim do primeiro tempo, terminando em 17 a 15 para os juizforanos.

Assim como na etapa inicial, a ADJF/MRS começou a parte final do duelo mais equilibrada, chegando a abrir 20 a 16 no placar. O ritmo, no entanto, caiu, a equipe juizforana acumulou erros e com duas punições de dois minutos polêmicas, os paulistas igualaram o placar na Faefid (21 a 21). O empate tornou o jogo ainda mais emocionante. O armador esquerdo da ADJF/MRS, Guilherme, mesmo com lesão nas costas, marcou para os donos da casa, ilustrando o espírito da equipe. No ataque adversário seguinte, novo lance com decisão questionável. O árbitro deu tiro de sete metros para os paulistas e, na cobrança, Plínio realizou defesa espetacular, salvando os juizforanos e inflamando o torcedor presente no ginásio.

Goleiro Plínio salvou a equipe juizforana em contra-ataques e lances de 7 metros, mas não foi o suficiente para que sua equipe pontuasse

Goleiro Plínio salvou a equipe juizforana em contra-ataques e lances de 7 metros, mas não foi o suficiente para que sua equipe pontuasse

Ainda assim, o ataque da ADJF/MRS falhava muito e Metodista conseguiu chegar a virada em contra-ataques (23 a 24). Os juizforanos não desistiram e mantiveram o equilíbrio na partida, voltando a empatar o jogo e fazendo o técnico paulista pedir tempo com o placar em 25 a 25. O jogo era lá e cá. Sempre que uma equipe marcava, a adversária conseguia o empate, até o minuto final do confronto, quando a Metodista se aproveitou de novo erro dos mandantes e fez 32 a 30.

Só deu tempo da ADJF/MRS marcar mais um gol e a partida chegou ao fim, em 32 a 31 para os paulistas, com aplausos do torcedor e ofensas à arbitragem, de atuação polêmica sobretudo na segunda etapa.

 

Texto: Bruno Kaehler

Fotos: Toque de Bola


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