26 set 2014

Frajola, salsicha e até fantasma: boa fase rende os mais variados apelidos aos carijós



Que a fase é boa, você sabe e os números confirmam. Onze jogos sem perder, liderança do grupo B e classificação para as quartas de final da Série C assegurada de forma antecipada. Nitidamente, um dos fatores que contribuem na campanha do Tupi na Terceirona é a amizade entre o grupo. Com treinamentos começando sempre com o tradicional “bobinho”, os jogadores aproveitam o clima descontraído da atividade para realizar brincadeiras e ganhar intimidade. Daí vem os apelidos.

Com pouco tempo ou não de casa, muitos são os atletas já apelidados da equipe juiz-forana. Os mais brincalhões? Léo Salino, Ademilson e Maguinho são os mais citados. Os três comandam a farra nos vestiários e ajudaram a revelar alguns nomes que seus companheiros são carinhosamente chamados. “O mais descontraído é o Salino, que fala besteira pra caramba. Ele é o cabeça de coração de galinha”, antecipa Maguinho, sorrindo.

Salino sofre, mas aceita tranquilamente as brincadeiras com sua aparência

Salino sofre com os companheiros, mas aceita tranquilamente as brincadeiras com sua aparência

Entre os considerados titulares, as brincadeiras começam com a dupla de zaga. O capitão Fabrício Soares é chamado de “sobe e desce” por conta da trajetória da bola em um gol marcado pelo xerife contra o Cruzeiro. Já Wesley Ladeira também atende, ao menos a Léo Salino, por “burucutu”. O motivo, segundo o volante do Tupi, seria o número de chutões que o sério zagueiro dá durante as partidas.

O lateral-direito e meio-campista, Henrique, é chamado de “burro”, remetendo ao personagem do filme Shrek. Na onda dos desenhos, também sobra para Gustavo. O volante carijó foi chamado por seus companheiros de Frajola. “Só bote errado”, brinca Ademilson, explicando.

Ademilson, é claro, não poderia estar fora do jogo. Além de “mito”, como torcedores e seus próprios companheiros o chamam, o atacante também é tratado por outro nome. “O Adê é o ‘fantasma’ também. Aparece de repente, do nada”, brinca Salino, que também apelidou Douglas, recém chegado ao grupo: “Chamo o Douglas de tanque”, contou. O de Genalvo é simples e carinhoso: Gegê.

Mc Colibri e Salsicha. Para quem não conhece, apresentamos os apelidos dos goleiros Neguete e Gonçalves, respectivamente, por motivos obviamente estéticos. A brincadeira tem sua hora e é importante para a equipe dentro de campo também: “Ajuda bastante no dia-a-dia. Você brinca mais com seu companheiro e passa a conhecer ele melhor, o que melhora na relação dentro de campo também. O entrosamento acaba sendo ainda maior, então é importante”, opinou Maguinho.

Gegê e "fantasma": jogadores mais experientes, como Genalvo e Ademilson, também entram na farra dos companheiros

Gegê e “fantasma”: jogadores mais experientes, como Genalvo e Ademilson, também entram na farra dos companheiros

Viagens

Rumo às partidas fora de casa, o ambiente segue leve. No ônibus, há a galera do fundão e os mais reservados. “Nas viagens geralmente é cada um no seu canto. Um vê filme, tem muitos evangélicos no grupo que ouvem suas músicas também. E o pessoal do fundão gosta de brincar mais, falar sobre o jogo. Normalmente sou eu, o Salino, Henrique, Adê, Genalvo e Ladeira”, falou Maguinho.

Na hora das refeições, dois nomes foram os citados como os que mais comem: Gonçalves e Raphael Toledo. O goleiro foi maioria nos votos, mas o “Toledinho” não fica para trás, de acordo com Salino. “Nosso time brinca muito, eu mesmo sempre faço brincadeiras o tempo todo, chamo o pessoal de ‘ruim de bola’ e aceito que façam comigo. Isso mostra um pouco da nossa amizade e dentro de campo tudo flui melhor”, revelou Salino.

 

“O melhor do Brasil”

Há sete anos no Tupi, Adeil Souza é pura simpatia. Esforçado, o profissional carijó responsável por distribuir frutas e bebidas à delegação do Alvinegro juiz-forano durante os treinos e jogos tem um apelido por sua dedicação e carisma: “o melhor do Brasil”. Humilde, Adeil já tem a resposta na ponta da língua ao ser elogiado por jogadores e comissão técnica: “Não lembro de quando me chamaram assim pela primeira vez ou como pegou o apelido, mas sempre brinco dizendo que eles é que são os melhores do Brasil. Eu sou o segundo melhor”.

Se o momento é bom dentro de campo, os que acompanham o carijó no dia-a-dia têm a certeza de que o ambiente fora das quatro linhas serve de base para que as coisas passem a dar ainda mais certo em campo.

Adeil é certeza de simplicidade e muitos sorrisos nos treinamentos carijós

Adeil é certeza de simplicidade e muitos sorrisos nos treinamentos carijós

 

Texto: Bruno Kaehler

Fotos: Toque de Bola

 


Voltar

Deixe uma resposta

Notícias


20 nov 2017
Com títulos e recordes, CRIA-UFJF brilha nos Jogos Escolares da Juventude

17 nov 2017
Rodrigo Rezende é 27º lugar no Mundial de Ginástica de Trampolim na Bulgária

16 nov 2017
Saiu a tabela! Tupi encara Cruzeiro e América fora de casa logo no início do Campeonato Mineiro

16 nov 2017
Intercolegiais: professor Tidinho comemora brilho do Jesuítas no vôlei. Veja fotos e nomes de todos campeões

+ notícias

Toque de Bola

O primeiro portal exclusivo de esportes de Juiz de Fora cresceu rápido! Lançado oficialmente em janeiro de 2011, o Toque de Bola conquistou milhares de seguidores também nas redes sociais. Estamos no Instagram, no face, no Twitter. Informação dinâmica, com credibilidade e agilidade.


Acesse

error: Conteúdo protegido.