01 abr 2014

Tupi no Mineiro: 25 jogadores, 3 técnicos, 5 expulsões, 2 gols de Adê em 70 minutos e uma frase fatal



Após o quinto lugar na fase de pontos corridos do Campeonato Mineiro, o Tupi foi eliminado da competição, mas obteve números interessantes no torneio, tanto positiva, como negativamente. A equipe conquistou 15 pontos em uma campanha de quatro vitórias, três empates e quatro derrotas nas 11 partidas disputadas, um aproveitamento de 45,5%, campanha idêntica a do Estadual de 2013, em que também terminou na quinta posição, com os mesmos 15 pontos.

Ao todo, 25 jogadores entraram em campo com o uniforme do Alvinegro de Santa Terezinha. Os goleiros Jordan e Gonçalves, os laterais Henrique, Magnum, Elivelton e Thiaguinho, os zagueiros Hélder, Fabrício Soares, Rafael Vitor e Nilo, os meias Felipe Lima, Maguinho, Genalvo, Fabrício Isidoro, Raphael Toledo, Fábio Tenório, Miguel, Sidinei e Lee e, completando a lista, os atacantes Ademilson, Núbio Flávio, Da Silva, Wesley, Raphael Aguiar e Élder Santana.

No comando da equipe, Wilson Gottardo iniciou a temporada e realizou uma campanha de duas vitórias, um empate e duas derrotas. Após os 3 a 0 sofridos contra a Caldense, o ex-zagueiro deixou a equipe, que passou a ser dirigida pelo auxiliar da comissão permanente, Ludyo Santos. Foram dois jogos no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio e quatro pontos conquistados, em um empate contra o Villa Nova e uma vitória sobre o Nacional. Paulo Campos assumiu como técnico do clube e, em quatro partidas pelo Mineiro, venceu uma partida, empatou outra e perdeu dois jogos.

Lance de Tupi x Guarani: time que disputou o Campeonato Mineiro foi desclassificado com a única derrota sofrida em casa

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  Quarta melhor defesa e destaque de Núbio Flávio e Ademilson

Com 11 gols marcados e 11 sofridos, o Tupi teve a quarta melhor defesa da primeira fase do torneio, estando atrás apenas de Cruzeiro (4), Atlético (8) e Caldense (9). Os goleiros Gonçalves e Jordan ainda defenderam uma cobrança de pênalti cada, contribuindo diretamente para os números e o setor defensivo da equipe.

No ataque, Núbio Flávio marcou quase metade dos gols do Carijó, com cinco marcados. O ídolo juiz-forano, Ademilson, de 39 anos, jogou apenas em cerca de 70 minutos, durante um total de três partidas, por conta de lesões. Mesmo assim, o mito marcou dois gols e foi fundamental na vitória contra o Minas Boca, na segunda rodada da competição.

  Xerife presente

Um dos pilares do setor defensivo carijó, o zagueiro do Tupi, Fabrício Soares, contribuiu diretamente com os bons números da defesa juiz-forana ao longo do Campeonato Estadual, agregando à equipe em segurança e experiência. O jogador foi o único a atuar em todas as partidas do torneio, tendo começado entre os titulares em dez das 11 partidas disputadas pelo Alvinegro de Santa Terezinha. Na única oportunidade em que começou no banco de reservas, o zagueiro havia sido poupado por Paulo Campos no confronto contra o Cruzeiro, no Mineirão, véspera de estreia na Copa do Brasil, mas acabou entrando no intervalo, no lugar do atacante Wesley.

Zagueiro Fabrício Soares atuou em todas as partidas do Carijó no ano

Zagueiro Fabrício Soares atuou em todas as partidas do Carijó no ano

Companheiro no setor de Soares, o zagueiro Hélder oscilou durante o torneio. Em algumas partidas, o jogador mostrou certa segurança e foi decisivo, inclusive, na vitória sobre o Boa Esporte por 1 a 0. Na ocasião, o atleta foi bem defensivamente e ainda marcou o gol da vitória carijó. No último jogo da competição, em contrapartida, Hélder foi expulso e falhou no primeiro gol do Guarani, quando teve a oportunidade de afastar a bola da área do Tupi em pelo menos duas oportunidades, mas sem sucesso. A bola sobrou para o atacante do adversário que empatou a partida. Pouco depois, o zagueiro ofendeu o árbitro e foi expulso. Atuando com um a menos, o Alvinegro de Santa Terezinha teve ainda mais dificuldades na partida e não conseguiu virar o panorama, sendo desclassificado do Estadual.

Na súmula, o árbitro Igor Júnio Benevenuto descreveu a expulsão de Helder da seguinte forma: “… após ser advertido com cartão amarelo, veio em minha direção aproximando seu rosto bem próximo ao meu e continuou reclamando proferindo as seguintes palavras: C…, você está de sacanagem, apita essa p… direito, m…”

  Indisciplina

Ponto negativo na campanha do Carijó foi o número de cartões vermelhos na competição. Ao todo, cinco expulsões foram computadas aos juiz-foranos, sendo duas do lateral-direito Henrique, uma de Sidinei, uma do sul-coreano Lee e uma do zagueiro Hélder – esta última no jogo contra o Guarani, que valia a classificação para as semifinais do Estadual.  Somente o Minas Boca obteve o mesmo número de cartões vermelhos, se juntando ao alvinegro juiz-forano como os clubes com mais expulsões sofridas em partidas da fase de pontos corridos.

  Time repetiu escalação apenas uma vez

Uma das dificuldades dos treinadores do Carijó durante o Campeonato Mineiro era a de repetir a formação inicial utilizada nas partidas. Somente em uma ocasião, ainda sob comando de Wilson Gottardo, o time começou duas partidas seguidas com os mesmos jogadores. Contra o Atlético, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, os juiz-foranos venceram o jogo por 2 a 0, gols de Da Silva e Núbio Flávio. O time foi a campo com Jordan, Henrique, Hélder, Fabrício Soares e Magnum; Felipe Lima, Maguinho, Sidinei e Fábio Tenório; Núbio Flávio e Da Silva. Sem suspensões e com o bom resultado, Gottardo optou por manter a formação na partida seguinte, em Poços de Caldas, contra a Caldense. A decisão, no entanto, pareceu não contribuir na atuação da equipe e no resultado final. O Tupi perdeu a partida por 3 a 0, confronto que ficou marcado como o último do ex-zagueiro como treinador carijó.

  Sem espaço?

Titulares no início da competição, o meio-campista autor do gol na estreia do Tupi no Estadual, Miguel, e o atacante apelidado pela torcida como “demolidor”, Da Silva, foram perdendo, aos poucos, o lugar entre os onze à medida que a competição foi chegando ao fim. Miguel realizou sua primeira partida como profissional contra seu ex-clube, o América, conseguindo ainda marcar o gol alvinegro na ocasião. Com a chegada de Tenório, no entanto, ainda sob comando de Wilson Gottardo, o meia passou a entrar na segunda etapa em algumas partidas, perdendo a titularidade.

O caso de Da Silva é similar. Com uma pré-temporada promissora, nas primeiras partidas do Mineiro o atacante fez dupla com Núbio Flávio, mas não correspondeu as expectativas do torcedor. Com a chegada de Wesley e Raphael Aguiar, o “demolidor” também perdeu sua vaga entre os 11 e com Paulo Campos pouco jogou. Na última partida, contra o Guarani, entrou na segunda etapa com a missão de ajudar o time ofensivamente, mas desperdiçou chance clara de gol e pouco produziu. Da Silva, no entanto, tem contrato até o fim de 2014 e vai brigar pela volta da titularidade.

Observação: O Toque de Bola entrou em contato com membros da comissão técnica do Tupi em busca de estatísticas específicas dos jogadores do clube no Campeonato Mineiro (passes certos e errados, faltas sofridas e cometidas, chutes a gol), mas os profissionais afirmaram não possuir as estatísticas.

 

Texto de Bruno Kaehler com informações complementares da Federação Mineira de Futebol    

Foto em destaque: Wólmer Monteiro

 


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