08 jan 2014

Federal contesta “torneio da morte” para próxima Superliga. CBV diz que não mudou regras



Na reunião realizada na segunda-feira, 6, em São Paulo, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) definiu algumas mudanças na forma de classificação para a edição 2014/2015 da Superliga Masculina de Vôlei. Porém o fato de apenas as oito primeiras equipes se garantirem na próxima edição da competição nacional, além do campeão da Superliga B e equipes convidadas pela CBV, causou discordância na UFJF. O diretor técnico da Federal, Mauricio Bara, afirmou que a ideia foi infeliz e que o mais grave foi mudar o regulamento no meio do campeonato.

“Nada a ver”

Em meio à crise financeira que atingiu alguns clubes na Superliga, como o caso do RJ Vôlei e do Montes Claros, que perdeu cinco jogadores, nas últimas semanas, a CBV anunciou as mudanças para a Superliga 2014/2015. Devido ao jogo contra o Sada/Cruzeiro, o diretor técnico da UFJF, Mauricio Bara, não compareceu à reunião em São Paulo. Na Arena UFJF, em entrevista exclusiva à rádio web do Toque de Bola, ele criticou a decisão e disse que a ideia foi infeliz.

“Nada a ver isso, e não é pela nossa posição na tabela não. Você joga 22 jogos, fica em nono lugar, a um ponto da classificação e vai disputar um torneio da morte, porque isso no futebol é chamado “torneio da morte”, que não existe em lugar nenhum do mundo mais e é totalmente desnecessário. Estabelece, é o último que cai, é o último que cai, ou no máximo o décimo primeiro jogar com o segundo da Superliga B um playoff. Pra mim, essa foi uma ideia muito infeliz”, afirmou.

Prejuízo ao planejamento

A sequência de um projeto de vôlei depende das competições que a equipe vai jogar na temporada. Por isso, Bara afirmou que a mudança desse regulamento pode prejudicar o planejamento das equipes, já que elas não têm garantia de que vão disputar a próxima Superliga.

“Imaginemos se esse torneio for em julho, quem é que vai montar time para um torneio seletivo sem saber se você vai ter a vaga ou não, então eu acho que eles não pensaram muito nisso, vamos ver a repercussão. O nosso objetivo ainda é chegar entre os oito para não jogar essa seletiva, mas se tivermos que jogar, vamos jogar. Agora o mais grave é mudar o regulamento no meio do campeonato, que isso fosse pra 2014/2015, mas agora no meio da competição não”.

O treinador da Federal concordou com Mauricio Bara e disse não acreditar que isso já esteja definido.

“A princípio foi uma primeira reunião que foi colocada uma coisa lá que eu não sei nem se foi amarrado com todos os clubes, porque eu não acredito que todos os clubes tenham concordado com essa nova formação ao meio da competição. Existia já uma tônica que o último ia cair, isso já estava no início da temporada, geralmente não se muda um regulamento no meio da temporada, por isso eu acho que a princípio é uma discussão.”

CBV responde ao Toque de Bola

Através da Assessoria de Comunicação, a CBV disse ao Toque de Bola, por e-mail antecedido por um telefonema, que o regulamento da Superliga 13/14 não foi alterado. Observou que foram, sim, aprovadas mudanças a serem incluídas no texto da próxima edição e que a única questão relativa à atual temporada diz respeito ao novo critério de escolha das sedes das finais. A assessoria afirmou também que todas as mudanças foram aprovadas pelas equipes.

Ruim para o voleibol

O técnico Chiquita também destacou a falta de times para disputar a Superliga B e disse que as mudanças são ruins para o voleibol nacional.

‘Se fixar isso é muito ruim para o voleibol, primeiro que a Superliga B não tem equipes para sustentar uma Liga B, um exemplo é que para completar os oito, tem uma equipe juvenil do Sesi e uma equipe juvenil do Sada. Então, não tem como você abrir mão de duas equipes que já estão trabalhando há bastante tempo dentro da Superliga, para você prejudicar os quatro que ficam fora dos oito, em um confronto em que desce um e sobe um e tem uma vaga convite, o que é meio incoerente, dentro de uma realidade do voleibol onde o Rio de Janeiro está com dificuldade financeira, o Montes Claros também, então é uma coisa de se repensar”.

Texto: Mari Sequetto, a partir de entrevistas durante a transmissão ao vivo de UFJF x Sada Cruzeiro pela rádio web do Toque de Bola, na terça-feira, 7

Foto: Toque de Bola


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