12 nov 2013

Shopping: Funalfa diz que não há pedido para destombamento do Sport



A Funalfa divulgou, no início da noite desta terça-feira, 12, nota de esclarecimento sobre o possível pedido de destombamento do Sport Club Juiz de Fora para a construção de um shopping no terreno onde fica a sede do clube.

No domingo, 10, o clube realizou uma votação e os associados decidiram aprovar o projeto do shopping.

Veja, abaixo, a íntegra da nota de esclarecimento divulgada nesta terça-feira, pela Funalfa:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

“A Funalfa, através da Divisão de Patrimônio Cultural (Dipac), informa que, em relação às recentes demandas envolvendo o Sport Club Juiz de Fora, seus bens tombados e a possível construção de um shopping no terreno onde está localizado, ainda não recebeu nenhum documento ou solicitação oficial sobre o assunto.

Esclarecemos, também, que informações sobre destombamento podem ser encontradas na Lei nº 10.777, de 15 de julho de 2004, que “Dispõe sobre a proteção do Patrimônio Cultural do Município de Juiz de Fora e dá outras providências”. A lei pode ser lida na íntegra no site da Prefeitura (http://www.pjf.mg.gov.br/funalfa/conselhos/comppac/legislacao.php).

Qualquer solicitação de destombamento teria que ser avaliada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural – Comppac, responsável por todas as decisões referentes ao patrimônio cultural da cidade. O regimento interno deste conselho também está disponível em sua totalidade no site da Prefeitura.

Veja, abaixo, matéria publicada também nesta terça-feira, 12, no site do jornal Tribuna de Minas, sobre a votação de domingo:

“Com quase 80% dos votos a favor, o Conselho Deliberativo do Sport Club Juiz de Fora decidiu pela construção de um shopping center onde hoje existe a sede do clube, situado entre as Avenidas Brasil e Rio Branco, no Centro. Foram 175 votos a favor da proposta, enquanto 46 rejeitaram e cinco preferiram anular o voto, ou seja, aprovação de 77,43%.

No total, 226 integrantes participaram da votação, que aconteceu entre 8h30 e 13h de domingo (10), sendo que o universo dos possíveis eleitores, segundo informações da diretoria, era de aproximadamente 470 pessoas. “Hoje a sede está deficitária, a arquibancada está caindo, e o ginásio, sem condições de uso. Não há dinheiro para a recuperação. O associado nos deu mais um aval, mostrando que estamos caminhando para o rumo certo”, afirmou o presidente do Verdão, Paulo Cézar Gasparete.

O foco da direção agora é conseguir o destombamento da arquibancada e da sede social, protegidas pelo patrimônio desde 2011. “Precisamos buscar a Câmara Municipal, a Prefeitura, pois é a palavra do clube, do sócio, e não mais da diretoria. O Poder Público não pode fechar os olhos para uma oportunidade de gerar 4 mil empregos na cidade”, argumenta Gasparete.

Caso o tombamento seja revertido, a expectativa é que as obras de construção do shopping comecem imediatamente. A previsão da Saphyr Shopping Centers, responsável pelo empreendimento, é de um prazo de dois anos para a entrega. A proposta de incorporação do clube a um estabelecimento comercial define que, acima dos três pavimentos comerciais com cinema, lojas e praça de alimentação, ficaria a nova sede, com a estrutura para os sócios. O Sport Club Juiz de Fora também iria receber R$ 18 milhões “de luvas” na transação, e o clube teria direito a 10% do lucro do empreendimento.

Na Justiça

Apesar da aprovação em assembleia dos sócios-proprietários do Sport, o grupo contrário ao movimento busca alternativas para evitar a construção do empreendimento. “Algumas ações serão realizadas a partir do momento em que o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural da Funalfa (Comppac) receber um pedido formal de destombamento. Mas temos certeza que a Funalfa não irá cometer uma irresponsabilidade desta”, afirmou o ex vice-presidente do clube, Márcio Guerra, lembrando que a antiga sede social e a arquibancada do Sport Club, projetadas por Arthur Arcuri, foram tombadas por seu valor histórico, artístico, técnico e cultural.

Outro fator aumenta a confiança do grupo. Na última semana, um pedido para o tombamento da piscina do clube, a primeira piscina suspensa da América Latina, foi encaminhado ao Comppac a pedido dos sócios beneméritos Edson Costa e Luiz Carlos de Oliveira Soares. Nas palavras de Guerra, caso o conselho opte pelo destombamento, muitos sócios podem entrar na Justiça para evitar a construção do empreendimento – seja em ações individuais ou em grupo.”

Texto com informações da Assessoria de Comunicação da Funalfa e da Tribuna de Minas


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