07 set 2013

Massagista invade campo e “salva” gol do Tupi. No ar, o “Vexame Aparecidense”



Tupi e Aparecidense entraram em campo neste sábado, às 18h30, no segundo jogo das oitavas-de-final do Campeonato Brasileiro da Série D. Apesar da briga pela vaga durante todo o jogo, quem roubou a cena foi o massagista da Aparecidense, conhecido como Esquerdinha, que invadiu o campo e impediu o gol da classificação do Tupi, aos 44 minutos do segundo tempo, após finalização de Ademilson. Após muita confusão, o árbitro Arilson Bispo da Anunciação recomeçou a partida com bola ao chão, que terminou sem mexidas no placar: 2 a 2, resultado que classificou a equipe de Aparecida de Goiânia para a próxima fase, pelo critério de gols fora de casa.

Os visitantes abriram o placar com Geovane, ainda no primeiro tempo, após belo chute de fora da área, que morreu no cantinho direito do goleiro Victor Souza. O Carijó voltou com muita vontade na segunda etapa e empatou logo no primeiro minuto, com Ademilson, aproveitando cruzamento de Michel. Não deu nem tempo para comemorar, pois três minutos depois, Claytinho recebeu livre na pequena área e colocou a Aparecidense novamente em vantagem: 2 a 1. Em cobrança de falta, Rafael Estevam contou com o desvio na zaga adversária, que tentou o corte, mas mandou contra o patrimônio, no ângulo do goleiro Pedro Henrique, que ainda tentou salvar, mas não conseguiu.

Aos 45 minutos da etapa complementar, o lance fatídico. Esquerdinha entra em campo e com a perna tira a bola de Ademilson que tinha a rede como destino. A confusão foi grande, o jogo ficou parado por cerca de 20 minutos e o Tupi não conseguiu marcar nos cinco minutos adicionais do árbitro Arilson Bispo da Anunciação.

Vantagem na bola

O Tupi jogava por um empate sem gols, pelo critério do gol marcado fora de casa, no empate em 1 a 1 na primeira partida das oitavas. Com a volta de Núbio Flávio ao time titular, Felipe Surian colocou em campo um time sem surpresas, com Maicon Douglas na vaga do suspenso Felipe Lima. Também suspenso, por expulsão na oitava rodada da fase de grupos, contra o Resende, o treinador Carijó assistiu da arquibancada, enquanto Júlio Cirico comandou à beira do campo.

O alvinegro de Juiz de Fora começou o jogo apostando nas jogadas pela direita, na velocidade de Henrique e Núbio. Abusando das bolas alçadas na área, buscando o atacante Ademilson, o Tupi, com mais posse de bola, não conseguia traduzir o domínio em chances de gol. Já a equipe goiana, que entrou em campo com uma escalação diferente, apostando em jogadores mais jovens, levava perigo nos contra-golpes.

Aos 26 minutos, Renato Xavier quase abriu o marcador em chute de venenoso. Logo em seguida, aproveitando erro de passe no meio campo, Claytinho encontrou Diego Lira na esquerda, que invadiu a grande área, cortou o marcador, mas bateu fraco, facilitando para Victor Souza. Aos 33, Geovane não perdoou. O meia aproveitou corte da zaga e arriscou de fora, de primeira. A bola foi rasteira, no canto direito de Victor Souza, que se esticou, mas não evitou o primeiro gol dos visitantes: 1 a 0.

Inacreditável

O Tupi voltou do intervalo com muita vontade e abriu o placar logo no primeiro minuto. Michel recebeu na esquerda, protegeu e cruzou para Ademilson, no meio da grande área, mandar para o fundo da rede: 1 a 1. Décimo gol do artilheiro na competição.

A festa durou pouco. Três minutos depois do empate, a Aparecidense retomou a vantagem no placar. Claytinho aproveitou a bobeira da zaga e recebeu sozinho, dentro da pequena área, tendo o trabalho de apenas deslocar Victor Souza: 2 a 1.

Com o segundo gol da equipe de Aparecida de Goiânia, o Tupi precisava virar para avançar às quartas-de-final. Sem muita organização, mas com muita vontade, o Carijó chegou ao empate em um lance de sorte. Rafael Estevam cobrou falta da esquerda. A bola saiu forte e desviou na zaga, matando o goleiro Pedro Henrique e morrendo no ângulo: 2 a 2.

A partir dos 30 minutos da etapa complementar, o jogo virou ataque contra defesa. A Aparecidense se fechou e chamou o Tupi para o campo de ataque. Da arquibancada, Surian pediu a entrada de Wesley, para aumentar o poder ofensivo. E o Tupi teve chances de marcar, com Núbio, travado pela defesa e com Rafael Estevam, em nova cobrança de falta, que assustou Pedro Henrique.

Aos 44 minutos, o lance que vai ficar marcado na história do futebol. No sufoco, o Galo foi para cima. Ademilson escorou bola na entrada da grande área e a zaga dividiu. A bola sobrou para o próprio camisa 9, na entrada da pequena área. O atacante bateu, tirando do goleiro. Antes que a bola entrasse no cantinho esquerdo, o massagista da Aparecidense, Romildo Fonseca da Silva, conhecido como “Esquerdinha”, invadiu o campo e cortou a bola em cima da linha, por duas vezes. Os jogadores correram pedindo o gol e o árbitro Arilson Bispo da Anunciação parou o jogo. Jogadores, comissão técnica e membros da diretoria do Tupi correram atrás do massagista que conseguiu entrar no vestiário, onde foi feito um cordão de isolamento pela Polícia Militar.

Após aproximadamente 20 minutos de paralisação, com jogadores revoltados no gramado, o árbitro reiniciou o jogo com bola ao chão, na entrada da pequena área, já que interpretou que a bola não cruzou a linha. O Tupi não conseguiu marcar nos cinco minutos adicionais e o jogo terminou com o placar de 2 a 2, com a Aparecidense ficando com a vaga.

Noite longa

O apito final era só o início de um novo desafio para o Tupi. A torcida, indignada e incrédula com a situação, cercou a saída do Radialista Mário Helênio, aguardando os jogadores e o massagista da Aparecidense. O policiamento foi reforçado e isolou o saguão principal, que dá acesso aos vestiários. Parte da torcida jogou pedras e pedaços de árvore no ônibus dos visitantes, atingindo um carro que estava estacionado.

O lateral-esquerdo Michel, cria de Santa Terezinha, era um dos mais indignados. O jogador disse ao Toque de Bola que espera que a vaga seja do Tupi e ainda revelou que um jogador da Aparecidense admitiu ter visto a bola entrado no lance fatídico.

“É lamentável. O que posso falar agora é isso. Eu espero que a diretoria seja forte e consiga essa vaga que foi nossa dentro de campo. Um jogador da equipe deles, que eu joguei junto no Goiás, me disse que viu a bola entrar, mas que não falaria isso para o árbitro”, lamentou Michel.

A diretoria se posicionou logo após o ocorrido e garantiu que levará o caso à Justiça.

Texto: Igor Rodrigues


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11 Respostas to “Massagista invade campo e “salva” gol do Tupi. No ar, o “Vexame Aparecidense””

  1. José Leal
    08/09/2013 às 19:48

    estava na escuta do jogo com voces e fiquei transtornado, com sentimento de impotencia pelo ocorrido. parabens pelo profissionalismo de todos e que a justiça seja feita

  2. Mauro Ap. Ferreira
    08/09/2013 às 8:16

    Sou de Barroso,o Tupi nao pode deixar que um babaca desse vem aqui na nossa regiao fazer uma palhacada dessa , ele deveria ir para o ceresp pra ver o que bom .

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