21 set 2013

Gigantes: Sesi vence UFJF em jogo eletrizante



A Arena UFJF ficou pequena na noite deste sábado, 21, quando a UFJF perdeu para o Sesi-SP, por 3 sets a 2 (Parciais: 21×19 / 26×28 / 21×16 / 18×21 / 15×10), na estreia do time de Juiz de Fora na competição da elite do voleibol nacional.

Com grande números de torcedores presentes no ginásio da Faculdade de Educação Física, com reforço dos torcedores do Tupi da Tribo Carijó, que retribuíram a faixa de apoio da equipe da Federal no jogo contra Pirapora, pedindo justiça no caso da invasão de campo do massagista “Esquerdinha”, os comandados de Chiquita começaram a partida perdendo o primeiro set no detalhe, mas venceram o segundo e quarto sets. No tie-break, a Federal relembrou a sina de não virar as bolas no momento decisivo do jogo, mas empolgou o torcedor, saindo de quadra com um ponto logo no primeiro jogo da Superliga, enfrentando time que é base da Seleção Brasileira, com Lucão, Lucarelli e companhia.

Os maiores pontuadores da partida foram o ponteiro Reffatti, da UFJF, e o oposto Evandro, do Sesi-SP, ambos com 17 pontos. Pelo lado da Federal, o levantador Rívoli, que substituiu Gelinski, suspenso pelo terceiro cartão amarelo que levou no último jogo da UFJF na temporada 2012/2013 da Superliga, e o central Victor Hugo também tiveram atuações destacadas.

Na terceira rodada da Superliga, a Federal viaja até Contagem para encarar o SADA/Cruzeiro, na próxima quarta-feira, 25, às 20h. O time do treinador Chiquita não jogou a partida da primeira rodada a pedido do VIVO/Minas, que teve seus jogos de Setembro adiados pela Confederação Brasileira de Vôlei.

Caiu de pé

Treinador: Marcos Pacheco, tricampeão da Superliga Masculina. Lucão, Lucarelli, Sidão, Serginho e companhia. Apenas por citar esses nomes, muitos cravavam o Sesi-SP como grande favorito da partida. Porém, no embalo do torcedor, que lotou a Arena UFJF, o time de Juiz de Fora não se importou com quem estava do outro lado da quadra e jogou um voleibol de alto nível.

Chiquita tinha cinco desfalques para o jogo: o levantador Danilo Gelinski, suspenso pelo terceiro cartão amarelo que levou na última partida da Superliga passada; o oposto Daniel Maciel, cortado por lesão e os centrais Lucão, Cipriani e Diego, também afastados, sem condições de jogo. Com isso, o treinador colocou em quadra o levantador Rívoli, os ponteiros Reffatti e Japa, os centrais Jardel e Victor Hugo, o oposto De Paula e o líbero Thales.

As equipes entraram muito concentradas em quadra, minimizando os erros e trocando pontos sem desperdiçar as viradas de bola. A UFJF, equilibrada na recepção, não deixava o Sesi desgarrar no marcador. Porém, no momento decisivo do set, o bloqueio paulista parou o ataque mineiro e fechou em 21 x 19.

O segundo set guardou ainda mais emoções para os torcedores. Com boa distribuição de bolas, Rívoli usou os ponteiros Japa e Reffatti, que corresponderam e ajudaram a equipe a chegar na reta final com igualdade no placar. Com um ace do central Victor Hugo, em saque colocado, a UFJF ganhou moral, foi para cima do Sesi e fechou em 28 x 26, para delírio da torcida.

Tribo Carijó esteve presente, apoiando a Federal na estreia na Superliga. (Foto: Toque de Bola).

Tribo Carijó esteve presente, apoiando a Federal na estreia na Superliga. (Foto: Toque de Bola).

No meio da partida, o líbero Serginho se sentiu mal e desmaiou próximo ao banco de reservas. O jogador foi prontamente atendido pela equipe médica e levado ao hospital Monte Sinai. De acordo com informações da comissão do Sesi, o líbero estava bem e seria submetido a uma tomografia.

No terceiro set, o Sesi encaixou o jogo, dificultou a equipe de Juiz de Fora com saques balanceados, principalmente do levantador Sandro e foi construindo uma vantagem difícil de se reverter em um set de 21 pontos. Mesmo com Reffatti bem nas viradas de bola, a Federal foi derrotada por 21 x 16.

Com a pressão de vencer o quarto set para empatar a partida, a Federal forçou o saque e contou com um grande números de erros da equipe paulista. Com Victor Hugo parando Lucão no bloqueio, por duas vezes seguidas, o time de Juiz de Fora venceu com propriedade: 21 x 18.

No set decisivo, o “fantasma do tie-break” voltou a assombrar a UFJF. E dessa vez, teve um nome: Sidão. O central da Seleção Brasileira fez três pontos de saque seguidos, virando o jogo para o Sesi, que não deixou os mandantes encostarem no placar. Fim de set, 15 x 10, fim de jogo, 3 a 2.

“Vão ter que suar muito”

Diferente da temporada passada, quando a Federal conseguiu empolgar o torcedor apenas na sétima rodada, na vitória incontestável contra o Vôlei Futuro, os “guerreiros” da UFJF conquistaram o torcedor e saíram aplaudidos, mesmo com a derrota. Os dois sets vencidos deram à equipe o primeiro ponto na competição e, segundo Chiquita, mostraram que os adversários terão que jogar em alto nível durante todo o jogo para saírem com a vitória.

“Eles foram muito bem. Ainda não chegamos no equilíbrio tão sonhado, porém, a equipe cresceu muito. Estou muito satisfeito com o desempenho desses jogadores em quadra, concentrados durante a maior parte da partida. No fim do jogo, perderam a concentração e isso não pode acontecer em momento nenhum contra um adversário desse nível. Mas fizemos com que o Sesi tivesse que jogar para ganhar. podem até ganhar da gente, mas terão que suar e muito a camisa para fazer isso”, destacou o treinador.

Para o levantador Rívoli, que teve a missão de substituir Gelinski, suspenso, a partida foi definida nos detalhes. Segundo o camisa 9, a Federal merecia uma sorte melhor no jogo, mas mostrou o verdadeiro voleibol dentro de quadra.

“Encaixamos o jogo. É difícil falar logo após a partida, mas erramos no momento de definição. Jogamos para vencer e é difícil aceitar a derrota, da maneira que foi. Mas temos que olhar o lado positivo, jogamos contra a base da Seleção, de igual para igual, sem deixar os caras crescerem. É prova de que vamos brigar pelos lugares mais altos da classificação”, disse Rívoli.

Com atuação destacada, o central Victor Hugo foi outro que comemorou a atitude do time de Juiz de Fora dentro de quadra, em sintonia com a torcida. Além disso, fez questão de destacar a união do elenco, que pode surpreender na temporada.

“Eu jogo sempre buscando garantir minha vaga entre os titulares, mas aqui não tem isso. Todos temos condição de estar jogando e quem render vai entrar para ajudar a equipe. Isso mostra como esse grupo é homogêneo e como queremos representar bem o torcedor que nos apoia”, afirmou.

Texto: Igor Rodrigues


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