13 out 2012

Álvaro Quelhas no Panathlon: ‘Paraolimpíadas, para mim, foi experiência muito além da atividade esportiva’



O ex-árbitro de futebol profissional e professor Álvaro Quelhas, que atuou como árbitro nos Jogos Paraolímpicos de Londres, foi o convidado da reunião mensal do Panathlon Club de Juiz de Fora, realizada na noite de segunda-feira, 8, no Cesporte – Centro de Apoio ao Esporte Amador, em Santa Terezinha.

Em breve palestra, seguida de uma conversa com os panatletas, Álvaro disse que ficou muito bem impressionado com a estrutura da competição – “nada suntuoso, mas tudo prático e eficiente, em que os atletas paraolímpicos encontraram a mesma qualidade de evento de uma Olimpíada. É claro que o espírito de quem vai é de competição, mas o sentimento ali não é somente o esporte pela medalha, mas o esporte como acessibilidade, convivência, fazendo com que aquelas pessoas, que já lutam no dia-a-dia, se sentissem cada vez mais vivas, no centro das atenções, se superando, e superando também uns aos outros. Para mim, foi uma experiência muito além da atividade esportiva”, define Quelhas.

Nos bastidores, algumas situações chamaram a atenção. “Desde que recebemos o convite, trocamos e-mails com os responsáveis pela organização e pela arbitragem, e já saímos do Brasil com tudo muito bem definido. Chegando ao Aeroporto, já havia uma equipe, que providenciou tudo rapidamente, e nos encaminhou ao local do alojamento. Não ficamos nem dez minutos no Aeroporto”, revela.

Sobre a competição em si, além da modalidade em que atuou – o futebol de 7, destacou a competitividade em algumas modalidades que observou apenas como espectador. “Para quem nunca viu de perto, por exemplo, uma partida de basquete tem uma intensidade incrível. Os atletas fintam com as cadeiras de rodas, mostram uma garra impressionante, e não há, ao contrário do que possa parecer, uma partida em ritmo lento, cadenciado”.

Já no futebol de 7, são atletas com algum tipo de paralisia cerebral. “Muitas pessoas comentaram isso comigo, de ao ver os jogos nem parecer, às vezes, que ali estão jogadores com deficiência. Mas todos eles têm a paralisia, em diferentes níveis”, explica.

Para classificar essas diferenças, que são dezenas, há, nas Paraolimpíadas, além dos atletas, treinadores, dirigentes e tudo o mais, a categoria dos classificadores, que são escalados justamente para determinar o grau da deficiência de cada competidor, nas mais diversas modalidades.

Como atividade extra-campo, Álvaro observou que aproveitou uma folga na agenda para fazer uma visita ao novo estádio de Wembley. E destacou na visita, assim como reparou na estrutura da competição, que as novas instalações são muito práticas e eficientes, novamente sem a suntuosidade que se acredita, talvez no Brasil, que uma nova instalação esportiva tenha obrigatoriamente que apresentar.

Nota da redação: utilizamos o termo “paraolímpico” ao longo do texto porque já se encaminha para um consenso que a expressão “paralímpico” não deverá mais ser utilizada na Língua Portuguesa


Voltar

Deixe uma resposta

Notícias


19 jan 2018
Futebol do Baeta apresenta Comissão Técnica para Módulo 2 e admite que está atrasado

18 jan 2018
Próximo adversário do Tupi, Uberlândia perde em casa. Veja como começou o Estadual

18 jan 2018
Tem de 12 a 16 anos e quer jogar basquete? Sexta é dia de cesta! Olha esse convite da Faefid-UFJF

17 jan 2018
“Barraco” no Poço Rico! Eleições do Tupynambás viram caso de polícia

+ notícias

Toque de Bola

O primeiro portal exclusivo de esportes de Juiz de Fora cresceu rápido! Lançado oficialmente em janeiro de 2011, o Toque de Bola conquistou milhares de seguidores também nas redes sociais. Estamos no Instagram, no face, no Twitter. Informação dinâmica, com credibilidade e agilidade.


Acesse