18 mar 2012

Moacir diz que precisa conversar e assinar contrato



Em entrevista concedida à Rádio Globo Juiz de Fora, logo depois da vitória do Tupi sobre o América, de Teófilo Otoni, por 3 a 1, o terceiro triunfo consecutivo em sua segunda passagem pelo clube, o treinador Moacir Júnior disse que precisa conversar com a diretoria do clube nesta semana, e assinar o contrato.

“Estou tentando a junção de coisas pessoais e profissionais para ficar em Juiz de Fora. Tenho a intenção de permanecer, e a prioridade sempre foi salvar o Tupi. Quem sabe, vencendo o Villa Nova na quarta-feira nos livramos matematicamente do fantasma do rebaixamento e já começamos a sonhar com coisa melhor?”

Moacir assumiu o Tupi depois de duas derrotas no Estadual – 1 a 0 para a Caldense, em Poços de Caldas, e 1 a 0 para o Nacional de Nova Serrana, em Juiz de Fora. Na estreia, houve derrota de 3 a 0 para o Cruzeiro, em Sete Lagoas. Na sequência, três vitórias consecutivas – 2 a 1 sobre o Uberaba e 3 a 0 sobre o Boa Esporte, ambas em Juiz de Fora, e 3 a 1 sobre o América, em Teófilo Otoni.

Na primeira passagem pelo Tupi, em 2008, Moacir foi contratado pelo Ipatinga um dia depois de ter afirmado que ficaria em Santa Terezinha até o final do Mineiro daquele ano.

Clique aqui para lembrar o que disse Moacir no dia de sua apresentação, este ano, ao Tupi.

Leia, abaixo, a íntegra da entrevista concedida por Moacir neste sábado, 17, à Rádio Globo Juiz de Fora, aos repórteres Marco Aurélio e Ricardo Wagner:

Superação da equipe com 4 desfalques

“Teve um mérito muito grande dos jogadores, principalmente os que entraram, fizeram o que a gente pediu, uma determinação maior, eu diria que a vitória contra o Boa (3 a 0, em Juiz de Fora) foi a vitória da ousadia e hoje foi a vitória da humildade.

Colocamos três zagueiros, a princípio usaríamos o Fabrício Soares na linha de quatro, mas posteriormente achei que eles viriam com três atacantes, e quando o adversário veio com dois atacantes, optamos por um 3-5-2 com o Fabrício na sobra.

A gente sabia que se segurássemos a pressão inicial teríamos uma possibilidade no primeiro tempo, não tivemos só uma, aliás, tivemos várias, de cabeça com Ulisses, e outras.

Mais importante ressaltar os garotos que entraram, mas também não se iludir, o Tupi hoje é um clube que está pensando grande, ainda existe um desnível dentro do nosso plantel, tenho falado isso com a diretoria, ela tem tentado, mas ainda não conseguiu nivelar por completo. Isso a gente vai buscar.

Agora, foi vitória importante, de determinação dos jogadores, tática, hoje os torcedores que aqui vieram tenho certeza que saíram orgulhosos, porque uma viagem dessa, a mais longa do campeonato, teoricamente o time sem quatro jogadores, e os que entraram não deixaram transformar essas ausências em desfalques. Provaram que têm o seu valor. O mais importante agora é o Tupi equilibrar os seus setores para ter até o término do Campeonato Mineiro uma equipe competitiva, e tenha um esboço para a Série C. Agora podemos começar a falar em futuro. No momento, o objetivo ainda é chegar aos 12 pontos, que tiram qualquer assombração da cabeça do torcedor, da imprensa, do diretor, da Comissão Técnica, vamos ter paciência, hoje vamos vangloriar a postura e a entrega destes atletas. Paulinho saiu com câimbras, ninguém pegou carona com ninguém, todos se doaram ao máximo.

O Tupi passa a ser visto agora de outra forma dentro da competição?

Tudo é atitude. Quando você ganha nem tudo está certo, e quando perde nem tudo está errado. Provou-se que a equipe que começou o campeonato muito mal tinha qualidades, sim. Está provado. Três vitórias seguidas num campeonato mineiro não é fácil, mesmo para times grandes, que dirá para os do interior.

Deixamos para o torcedor a motivação, o G-4, mas o G-4 é ilusório, se não ganharmos os dois jogos em casa agora, pode ter problemas na sequência. É buscar com inteligência. Tínhamos esboçado sete pontos dos nove, conseguimos os nove. Passa a fazer os atletas pensarem grande.

É ter cabeça, inteligência, humildade para estudar o Villa Nova, o Guarani, de Divinópolis não quis passar o jogo de sábado (dia 24) para domingo (25), quer pegar o time do Tupi cansado, só que agora esse time está provando que tem reposições, mas caso venham dois, três jogadores para equilibrar o grupo, aí sim o grupo pode pensar em coisas melhores dentro da competição.

No confronto de hoje, se perdesse poderia até voltar à zona de rebaixamento. E o Villa, adversário que você conhcece bem?

O Leão do Bonfim fez contratações de peso, o próprio Mauro Fernandes hoje é um treinador top, mas estou tranquilo. Vamos trabalhar, conversar, existem coisas pessoais e particulares eu tenho conversado com a diretoria. Estou tentando fazer uma junção da vida particular, meus filhos estão com muitos problemas, sentindo a minha ausência, tenho me preocupado muito com isso, vamos ver se temos um contato essa semana com a diretoria. Ainda não foi feito um contrato entre Moacir Júnior e o Tupi. Essa semana vamos ver se a gente acerta estas partes para da sequência ao trabalho, com a cabeça melhor. E que o torcedor também saiba disso. Depois, qualquer coisa que aconteça, vai falar o Moacir tomou uma atitude, não tem que tomar, é sentar, conversar, pontuar, ponderar, estou muito feliz em Juiz de Fora, fomos felizes da primeira vez, agora de novo, cada vitória do Tupi fico radiante, hoje por exemplo o pessoal achou que eu ia ter um problema ali, a pressão já está alta, estamos controlando com o remédio, esperamos colher mais alegrias com o grupo.

Que o ano do centenário passe a ser um ano de satisfação e não de penumbra, como estava sendo.

Moacir está indo embora de novo? Alguma proposta?

O mais importante no momento era salvar o Tupi. Para mim, era o mais importante. Agora, são coisas internas com a direção, existe um contrato, ele ainda não foi assinado pelas partes, em que consta uma multa muito grande para o Moacir e uma pequenininha para o Tupi, vamos tentar equacionar essa semana para que eu possa trazer minha família para Juiz de Fora, meu filho está tendo febre emocional, o treinador não tem só o lado profissional, tem o lado pessoal, o pai de família, o marido, o irmão, eu tenho uma cobrança muito grande, minha intenção é trazer minha família para Juiz de Fora, e assinar um contrato até o final da Série C.

Mas minha maior preocupação é o Tupi. A gente está num caminho bom, graças a Deus e a todo o trabalho.

O quadro de preocupação que encontrei no Tupi acabei absorvendo isso, minha pressão subiu muito. Não existe vontade nenhuma de sair, vontade é permanecer, poder ajudar no Mineiro e na Série C. Orçamento, a diretoria do Tupi está brigando com isso. Você vai comparar orçamento do clube com o Rio Branco, do Acre, eles têm muito mais que a gente, que dirá o Fortaleza ou outra equipe. O principal é tirar o Tupi do problema, e depois que se faça um apelo público. A pressão é grande, mas é incondizente com o orçamento. Indiquei alguns jogadores mas a diretoria não contratou por isso, é uma diretoria responsável, que cumpre seus compromissos.

Pé no chão, degrau a degrau, vamos procurando fazer o melhor para o Tupi.

 Foto: Ricardo Wagner – facebook


Voltar

Deixe uma resposta

Notícias


17 nov 2017
Rodrigo Rezende é 27º lugar no Mundial de Ginástica de Trampolim na Bulgária

16 nov 2017
Saiu a tabela! Tupi encara Cruzeiro e América fora de casa logo no início do Campeonato Mineiro

16 nov 2017
Intercolegiais: professor Tidinho comemora brilho do Jesuítas no vôlei. Veja fotos e nomes de todos campeões

14 nov 2017
Goleiro-artilheiro Edson tem domingo único e Passo da Pátria é campeão da zona rural da Copa Prefeitura Bahamas

+ notícias

Toque de Bola

O primeiro portal exclusivo de esportes de Juiz de Fora cresceu rápido! Lançado oficialmente em janeiro de 2011, o Toque de Bola conquistou milhares de seguidores também nas redes sociais. Estamos no Instagram, no face, no Twitter. Informação dinâmica, com credibilidade e agilidade.


Acesse

error: Conteúdo protegido.