17 dez 2011

Exclusivo: a emoção de Giovane ao voltar a JF como atleta bicampeão olímpico e técnico campeão brasileiro



Juiz de Fora (MG), 17 de dezembro de 2o11

Na terceira partida da estreante UFJF pela Superliga Masculina de Vôlei, as atenções dos torcedores no ginásio da Faculdade de Educação Física lotado (todos os 700 ingressos foram vendidos) estavam divididas. Afinal, além de torcer para a vitória da equipe juiz-forana, os olhos estavam voltados para o treinador do Sesi-SP.

Afinal, no banco do adversário estava o juiz-forano Giovane Gávio, que começou a carreira de atleta no Clube Bom Pastor e posteriormente Banespa, impulsionado pelo sucesso da irmã, Giseli, no vôlei feminino do Sport na década de 80, e se tornou bicampeão olímpico como jogador da seleção brasileira e hoje é o treinador campeão da Superliga.

Em mais uma entrevista exclusiva ao Toque de Bola, Giovane falou da emoção de voltar a Juiz de Fora profissionalmente consagrado, como um dos maiores nomes da história do voleibol mundial. Ele elogia e torce pelo sucesso da equipe da UFJF, lembrando, inclusive, que já tentou implantar na cidade um projeto para colocar JF na Superliga. Lembra do início de carreira e cita a importância, para o torcedor, da presença dos grandes nomes do vôlei durante a Superliga como “espelho” para a garotada que está lotando o ginásio a cada rodada.

Como é voltar a Juiz de Fora como atleta consagrado, bicampeão olímpico e já como técnico campeão brasileiro?

É fantástico. Primeiro é uma emoção muito grande voltar aqui profissionalmente, na nova função, encontrar um projeto que está sendo bem feito, está começando, fico muito feliz. Acho que Juiz de Fora não deveria ter ficado tanto tempo longe assim da Superliga, e parabenizo a todas as pessoas que estão a frente, estão tentando, lutando, patrocinadores, UFJF, Prefeitura, todos que estão apoiando, porque para mim é muito bom, para o meu esporte é muito bom. Quanto mais times, mais oportunidades de trabalho muito melhor. Fico muito feliz de ter vindo aqui hoje, resultado foi bom para a gente mas não para Juiz de Fora, mas o importante é que eles estão fazendo um trabalho sério.

Toque de Bola: Temos lembrado, no portal, que há praticamente 20 anos Juiz de Fora saiu do cenário nacional com o time feminino de vôlei do Sport, em que jogava a sua irmã, Giseli, e ali você inspirou a começar a jogar.

Foi um momento mágico. Campeão mineiro na época, quarto lugar no Brasileiro, grandes jogadoras, não tínhamos ídolos masculinos, a gente se espelhava nas mulheres, nas meninas, e sem dúvida foi em função disso que eu comecei a jogar, e imagino que nesse momento quantas crianças estão nos assistindo aqui e quem sabe daqui a 10 anos vão estar podendo da uma entrevista para você, falando ´olha naquele jogo foi importante porque eu comecei a jogar vôlei, que eu vi o Murilo, eu vi o Serginho, outros jogadores´, e assim que o voleibol vai cada vez melhor.

Você tentou implantar há algum tempo um projeto de voleibol aqui na cidade, e com essa intenção de chegar e disputar uma Superliga. Como foi isso?

Há três anos, quando terminou Joinville, estive na cidade, fiz visitas a alguns empresários, mas estava muito em cima da hora e a gente não conseguiu viabilizar. Esse é um motivo a mais para ficar contente, de estar vendo hoje isso aqui funcionando.

O Toque de Bola dá os parabéns a você por tudo que representa, por todo esse carinho que você recebeu antes, durante e depois do jogo, e pelo que a sua presença pode representar para essas pessoas que vieram ver um dos maiores nomes da história do vôlei brasileiro e mundial.

Fico muito agradecido por todo esse carinho, sou apaixonado por Juiz de Fora também, tenho muito orgulho de ter nascido aqui, de ser mineiro, e muito obrigado por todas manifestações de carinho, boa sorte a todo mundo aí, e torçam bastante porque o importante é isso aí.

Toque de Bola: Será que o pessoal vai achar que você deixou o Serginho e o Murilo (ambos da seleção, foram poupados da partida) de fora para da uma chance para a UFJF?

Não, foi muito para poupá-los. Eles vêm de uma maratona muito grande aí na Copa do Mundo do Japão, com a seleção, estão sentindo um pouquinho, são os mais velhinhos do time. Hoje não tinha refresco não, porque a gente tinha que ganhar.

 Clique no ícone abaixo para ouvir a íntegra da entrevista com Giovane:

 

 


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