02 nov 2011

Crônica: “Um Tupi como nos velhos tempos”



Juiz de Fora (MG), 2 de novembro de 2011

“Um Tupi como nos velhos tempos”

Texto de Ronaldo Dutra Pereira

  Quem tem assistido aos jogos do Tupi nos últimos dias pode fazer ideia de como é gratificante ver este time jogar como nos velhos tempos em que Juiz de Fora tinha um campeonato local e regional, quando casas cheias em Santa Terezinha, na Avenida e no Poço Rico eram lugares comuns para deleite do torcedor. É claro que o campeonato carioca já comovia o juizdeforano, mas havia um espaço reservado no coração de cada um para que a vibração tomasse conta dos campos locais nas tardes de domingo, quando carijós, periquitos e baetas se enfrentavam.

E é durante os momentos que essa hora da saudade toma conta da cada um de nós já entrados em anos, que figuras como o centroavante (ainda existe essa designação?) Ademilson nos traz à lembrança a figura de um Ipojucan, de um Pirilo, de um João Pires e, principalmete, de um Toledinho. Todos eles, suavam a camisa em busca da vitória com uma garra incomum, mesmo nos casos de um Pirilo, oriundo do arqui-inimigo Sport Club Juiz de Fora – o periquito – que alguns modernosos insistem em chamar de o “verdão da avenida” numa nefasta influência de rótulos futebolísticos paulistanos.

Ainda resiste na memória de muitos carijós lances de gols inesquecíveis marcados por um desses heróis acima citados e que embalaram as tardes-noites dos domingos que paravam as esquinas para comentar este ou aquele lance protagonizado pelos jogadores que pouco se importavam com salários, gratificações e outras remunerações. O que interessava mesmo era a vitória conseguida a duras penas e que significavam a admiração e o quase endeusamento dos torcedores.

Mais recentemente, mas ainda nas décadas de 70/80, figuras como Júlio Maravilha, Lilinho, Alves, Márcio Carrapato, Carlinhos, Alemão, Magalhães, Samarone e tantos outros, também alegraram as arquibancadas do Salles de Oliveira, com suas jogadas ímpares que redundavam em gols que levavam o carijó a vitórias memoráveis.

Por tudo isso, os atuais guerreiros do Tupi estão honrando a quase centenária camisa preta e branca, que acaba de conquistar com méritos o direito de disputar a série C do campeonato brasileiro de futebol, patrocinado pela CBF, mas que tem como participantes clubes cujo amor à camisa fala mais alto que os interesses pouco elogiáveis da entidade liderada pelo cartola Ricardo Teixeira. Assim, com a esperança de conquista de um título nacional inédito na história do clube, os torcedores carijós aguardam com ansiedade o momento em que o “onze heróico” voltará de Pernambuco com a taça na mão e o título que embalará o centenário do galo carijó de Santa Terezinha.


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