20 jul 2011

Artigo: polêmica na final carioca de futsal continua



Juiz de Fora (MG), 20 de julho de 2011

A polêmica final do Campeonato Carioca de Futsal, encerrada domingo, 17, ainda provoca grande repercussão. O time da Universidade Severino Sombra, de Vassouras (RJ) e o Botafogo empataram as duas partidas finais, e, segundo a equipe fluminense, que contava com dois grandes jogadores do futsal juiz-forano, Romualdo e Chiqueirinho, mudaram as regras no meio do caminho. Pior: eles alegam que só durante o segundo jogo da final ficaram sabendo que o empate não servia.

A leitora do blog Danny Vidal enviou um artigo sobre o assunto, em que manifesta toda sua perplexidade. Acompanhe o artigo de Danny, abaixo:

Eis aqui a triste história de um time “sem camisa”… Não que o USS/Vassouras não tenha uniforme, longe disso. O uniforme é laranja fluorescente, impossível não ver. Mas a humilhação a que foram submetidos no amador campeonato carioca de futsal ofusca até o laranja fluorescente.

Depois de trabalhar duro durante a primeira fase da competição, o time de Vassouras conquistou o suado primeiro lugar, com 25 pontos em 11 jogos, seguido de perto pelo famoso time do Botafogo, com 24 pontos. Mas todo suor tem recompensa, e a recompensa por ficar em primeiro na fase classificatória daria ao Vassouras a vantagem de decidir o título em casa. E tem mais! Se o jogo terminasse empatado, inclusive na prorrogação, o time da pequena cidade turística levantaria o caneco.

E a história foi exatamente essa… Mas o Inacreditável Futebol Clube” deu as caras por aqui.

A decisão começa no dia 10/07, no Miécimo da Silva, em Campo Grande, e com a casa cheia, o Botafogo levava o jogo pelo apertado placar de 1 a 0, até o último minuto, quando Chiqueirinho acha um gol milagroso, que coloca Vassouras de novo da disputa.

E depois de mais uma semana de treino intenso, com a garantia da vantagem do empate (descrita de forma clara e objetiva no Boletim Oficial 082/11, de 27/06/2011, publicado no site da Federação de Futsal do Estado do Rio de Janeiro), o inocente time da camisa laranja fluorescente mantinha a esperança de fechar o semestre com chave de ouro.

O segundo e decisivo jogo da final, marcado para 17/07, no mesmo Miécimo da Silva, (que não é, e nunca foi a casa de Vassouras…), era de mando do time do interior. Perdemos aí a primeira vantagem, já que o fato de ter ficado em primeiro nos daria justamente a chance de decidir em casa. Mas ficou por isso mesmo e bola rolando.

Num jogo tenso e pegado, recheado de discussões e muita falta de educação, vamos ressaltar aqui apenas o que aconteceu dentro de quadra, porque o resto é digno de se esquecer. E numa disputa acirrada, o jogo terminou em tempo normal com o placar de 2 a 2, e haja emoção.

Começa a prorrogação, e o time do Botafogo abre uma vantagem de 2 a 0, dando grandes indícios que tudo terminaria. Mas a equipe de Vassouras provou que não estava ali por acaso, arrancou um empate com 2 gols de Pezão e, pensava assim estar levando o título.

Aí começa o momento mais bizarro que eu já presenciei em uma quadra de futsal. Com os nervos a flor da pele, e restando alguns segundos para definir aquele campeonato, os jogadores reservas gritavam desesperadamente que o “empate era deles”, os jogadores que estavam em quadra retrucavam que “o empate era nosso”, a torcida assistia apática aquela discussão, todo mundo se olhava sem resposta, e o árbitro apitou o fim de jogo. E o Botafogo comemorou. E assim ficou.

Inacreditável! O time que terminou a primeira fase em primeiro(podem conferir na tabela!), que possuía o mando daquele jogo (ninguém sabe porque não foi em Vassouras), não tinha mais a vantagem do empate. Ela foi subitamente e ilegalmente nos roubada, no Boletim Oficial 094/11, publicado no dia 15/07, 2 dias antes do último jogo, onde a presidência retificou o Boletim 082 citado anteriormente e disse que “após a prorrogação, permanecendo o empate, será proclamada campeã a equipe melhor classificada segundo Regulamento da Competição.” E assim eles explicaram o vexame. Explicaram, mas não convenceram.

A medalha de ouro foi para o Botafogo, a frustração foi para o torcedor, a desolação para a equipe de Vassouras, o espanto para as comissões dos outros clubes, e o mico ficou para a Federação de Futsal do Rio de Janeiro. Como pode sair prejudicado o time que se classificou em primeiro e que possuía o mando do último jogo da final??? Muito simples: mudando a regra.

E pensar que durante o campeonato eu cheguei a me perguntar porque nenhum canal de comunicação comprava aquele evento. Eu diria que foi a sorte da Federação Carioca, quase ninguém viu!

E nem vai ver. E com a medalha de prata pesando no pescoço, o laranja fluorescente apagou. Acabou.”

Texto de Danny Vidal – Leitora do blog

 

 

 


Voltar

Deixe uma resposta

Notícias


22 nov 2017
Basquete dos Intercolegiais: conheça todos os atletas campeões e veja as avaliações dos professores

22 nov 2017
JF Vôlei receita “foco e determinação” para buscar reação contra dois adversários diretos na pontuação

20 nov 2017
Com títulos e recordes, CRIA-UFJF brilha nos Jogos Escolares da Juventude

17 nov 2017
Rodrigo Rezende é 27º lugar no Mundial de Ginástica de Trampolim na Bulgária

+ notícias

Toque de Bola

O primeiro portal exclusivo de esportes de Juiz de Fora cresceu rápido! Lançado oficialmente em janeiro de 2011, o Toque de Bola conquistou milhares de seguidores também nas redes sociais. Estamos no Instagram, no face, no Twitter. Informação dinâmica, com credibilidade e agilidade.


Acesse

error: Conteúdo protegido.