24 abr 2017

Existem gols iguais? Leia crônica



Vocês não se cansam de ver esses gols todo dia?

E de mil ângulos diferentes?

Não é tudo igual, não?  

Resposta inicial: talvez sejam parecidos. Vamos a alguns exemplos deste final de semana.

Wellington comemora, com dois rivais “abatidos”: pintura de gol do Fluminense

O segundo do Fluminense sobre o Vasco pode ser assinado por qualquer grande equipe ou seleção do mundo. Um lançamento em profundidade perfeito (de Wendell), um domínio e um lençol sobre o zagueiro (por Lucas) e um toque de calcanhar (Wellington) que deixa goleiro e zagueiro estirados perto da linha do gol, como se  estivessem abatidos, literalmente  abatidos após uma batalha.

Que lance de gol perfeito! Poderia ser feito pelas  seleções brasileiras de 1970 e 82, e por todos os grandes clubes do Brasil e do mundo (Primeiro parênteses: fosse este tento assinalado por um mais queridinho da mídia, tupiniquim ou “zoropeu”, a  repercussão do lance seria zilhões de vezes maior, concorda?)

Messi acerta uma tacada de sinuca no último lance do clássico. Não lembrou um gol de Ricardinho?

Vamos ao gol de Messi, no último lance, sobre o Real Madri. O árbitro ignorou o implícito “manual dos três minutos que todos dão no segundo tempo” e concedeu apenas dois. Pois o Barcelona, talvez inconformado com a quebra da regra, arrancou ao ataque indignado e o lance foi concluído pelo argentino com uma tacada de sinuca na caçapa. Lembramos de qual gol ? Aquele do Ricardinho, pelo Corinthians, sobre o Santos, igualmente no derradeiro momento do prélio paulista. Sim, o Ricardinho que passou pelo Tupi como treinador e tratava muito bem a bola.

A  batida na bola  e a forma como entrou no cantinho, igualmente no último lance de Corinthians x Santos, foram as cenas do flashback.

Guerrero recebeu presente de Victor Luis, assim como Romário foi brindado por uma assistência de Márcio Teodoro

Maracanã. Primeiro gol de Guerrero sobre o Botafogo. O lateral do Bota Victor Luis cabeceia para a marca do pênalti, numa assistência perfeita, não fossem os uniformes diferentes. Bola na rede. Gol que veio na memória? Os mesmos clubes em outra época.  Márcio Theodoro pensa em atrasar a bola para o goleiro, mas acaba servindo Romário. Em outro lugar do campo, mas situações parecidas.

(Parênteses 2: se a memória não estiver lá grandes coisas, apelamos a Nelson Rodrigues: “O fato não foi esse? Danem-se  os fatos”)

(Parênteses 3: a frase é do tempo em que não havia Dr. Google a nos corrigir ou a nos embananar de vez)

O gol de Felipe Melo, do Palmeiras, sobre a Ponte Preta. Bola bate na cintura (ou nádegas) e entra. Fosse o gol da classificação, aos 56 minutos do segundo tempo, entraria, sem trocadilho, para os anais do nosso ludopédio, ao lado da barrigada do Renato Gaúcho. Mas a equipe de Campinas seguiu para a final contra o Corinthians e não se supõe que será um gol eternizado.

Voltando às questões que iniciaram a crônica (tomara que não  peçam CPF também nesse questionário)

Não nos cansamos de ver esses gols todo dia.

Quanto mais ângulos, melhor.

Não são todos iguais, embora possam ter forte parentesco.  

 

Texto: Ivan Elias – Toque de Bola

Fotos: André Durão (gol Fluminense)

Luciano  Belford AGIF (Guerrero)

Oscar Del Pozo AFP (Messi)

 

 


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