28 nov 2013

Fla deixa emoção para o final e explode Maracanã com tri



Um espetáculo nas arquibancadas. Uma atuação com muita raça. Uma explosão rubro-negra. Mais uma vez, gols decisivos de Elias e de Hernane. O Flamengo é tricampeão da Copa do Brasil, e o reencontro da nação com o Maraca está consolidado. Não foi fácil e não teve show dentro de campo. Mesmo assim, a festa foi completa e merecida após uma decisão tensa, gols nos minutos finais e vitória sobre o Atlético-PR, por 2 a 0, nesta quarta-feira à noite, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Resultado que garantiu o título ao Rubro-Negro carioca, depois de empate por 1 a 1 em Curitiba.

Festa da premiação: jovens e veteranos do elenco se unem na mesma emoção

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Campeão da Copa do Brasil em 2013 pela terceira vez, o Flamengo repete as conquistas do clube no torneio em 1990 e em 2006. Desta vez, tendo Jayme de Almeida como treinador e o atacante Hernane, o lateral Léo Moura e o volante Elias como heróis da campanha vitoriosa, a equipe da Gávea coroa uma temporada instável, mas mostrando sua força em momentos decisivos. O título ainda garantiu a vaga do time na Libertadores de 2014.

Hernane "Brocador": de atacante contestado a nome certo na história do clube

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Depois de uma final equilibrada e com poucas chances de gol, Elias aproveitou passe de Paulinho, aos 41 minutos do segundo tempo, e Hernane finalizou após assistência de Luiz Antônio, aos 49, para darem a vitória ao Fla. Decisivos na final, Elias já tinha marcado no fim na emocionante classificação diante do Cruzeiro, pelas oitavas de final, e Hernane se firmou como artilheiro isolado da competição, com oito gols. Luiz Antônio, com boa atuação, foi escolhido o melhor em campo na decisão.

No ano em que se reencontrou com o Maracanã, o Flamengo reativou a relação com a massa rubro-negra e teve energia para comemorar dentro de casa classificações suadas e emocionantes. Pelo caminho, além do Atlético-PR, também elimou Remo, Campinense, ASA, Botafogo e Goiás.

O jogo – Com o empate por 1 a 1 em Curitiba, o Flamengo entrou em campo com a possibilidade de ser campeão com um 0 a 0. Na escalação a única mudança foi a entrada do zagueiro Samir na vaga de Chicão, desfalque por uma lesão na coxa. No Atlético-PR, Vagner Mancini não pôde contar com o meia Everton e nem com o lateral direito Léo, ambos suspensos, e colocou Juninho e Felipe na equipe.

Empurrado por quase 70 mil animados rubro-negros nas arquibancadas do Maracanã, o time carioca tentou ir para cima desde o início, mas não conseguiu exercer a pressão que se esperava. Errando muitos passes e encontrando uma boa marcação no meio-campo, os donos da casa tentavam chegar à frente com os laterais Léo Moura e André Santos, mas encontravam dificuldades, e a bola não chegava no atacante Hernane.

Desta forma, os dois únicos lances de perigo foram em chutes de fora da área do volante Luiz Antônio. No primeiro, o goleiro Weverton teve que se esforçar para espalmar. Mais tarde, o camisa 15 flamenguista acertou o travessão em cobrança de falta.

Do outro lado, contando com o apoio de cerca de 7 mil torcedores no estádio, o Atlético-PR não teve inspiração para criar jogadas e tentava assustar com a velocidade do atacante Marcelo nos contragolpes. Mas foi muito pouco, e o goleiro Felipe não fez nem sequer uma defesa antes do intervalo.

O início do segundo tempo seguiu no mesmo ritmo da primeira etapa, um duelo bastante pegado e com poucas boas jogadas ofensivas. Precisando de um gol para ficar com o título, Vagner Mancini mexeu na equipe paranaense, trocando o meia Felipe por Dellatorre. Logo depois, foi a vez de Jayme de Almeida fazer uma alteração do Flamengo, tirando o apagado Carlos Eduardo para a entrada do volante Diego Silva. Desta forma, Elias passou a atuar mais avançado no meio-campo.

Logo em seguida, o Rubro-Negro carioca teve boa oportunidade com Hernane, após passe de Elias, mas Weverton defendeu a finalização. Um minuto depois, mais uma vez o Brocador apareceu na área, mas não conseguiu cabecear firme a bola cruzada por Léo Moura. O Atlético ainda mudou mais duas vezes, com as entradas de Ciro e Cleberson nos lugares de Ederson e Juninho, respectivamente.

Elias brilhou no final da partida, como havia feito diante do Cruzeiro, considerado o jogo-chave da campanha vitoriosa

Elias brilhou no final da partida, como havia feito diante do Cruzeiro, considerado o jogo-chave da campanha vitoriosa

Então, aos 41 minutos, em mais um contra-ataque, Paulinho recebeu pela esquerda na área, deu belo drible em Deivid, e rolou na área para Elias chutar para a rede: 1 a 0 e explosão de alegria nas arquibancadas.Mesmo com o 0 a 0 garantindo o título, a torcida flamenguista demonstrava tensão com as chegadas do Atlético-PR ao ataque. Um gol dos visitantes mudaria o título de lado. Aproveitando os espaços, o Flamengo começou a criar mais chances, e Hernane quase marcou em um voleio.

André Santos e Ciro ainda foram expulsos nos minutos finais, mas a massa flamenguista pôde soltar o grito de campeão no final. Aos 49, ainda houve tempo para Hernane aproveitar passe de Luiz Antônio e marcar o segundo: 2 a 0 Fla. O reencontro da nação com o Maraca estava consolidado.

FICHA TÉCNICA:

FLAMENGO-RJ 2 x 0 ATLÉTICO-PR

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Data: 27 de novembro de 2013 (Quarta-feira)

Horário: 21h50 (de Brasília)

Público: 57.991 pagantes (68.857 presentes)

Renda: R$ 9.733.785,00

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)

Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP)

Cartão Amarelo: Samir (Flamengo); Delatorre (Atlético-PR)

Cartão Vermelho: André Santos (Flamengo) e Ciro (Atlético-PR)

Gols: FLAMENGO: Elias, aos 41 minutos e Hernane aos 49 minutos, do segundo tempo.

FLAMENGO: Felipe, Leonardo Moura(González), Samir, Wallace e André Santos; Amaral, Luiz Antonio, Elias (João Paulo) e Carlos Eduardo (Diego Silva); Paulinho e Hernane

Técnico: Jayme de Almeida

ATLÉTICO-PR: Weverton, Juninho (Cleberson), Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; Deivid, Zezinho, Paulo Baier e Felipe (Delatorre); Marcelo e Ederson(Ciro)

Técnico: Vagner Mancini

Maracanã viveu seu primeiro título nacional depois da reforma para a Copa do Mundo de 2014

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Maracanã renasce, abraça time e faz do Flamengo três vezes campeão da Copa do Brasil

  Remodelado para a Copa no Brasil, ele renasceu na Copa do Brasil. Foi em uma noite de agosto que o Maracanã comprovou ainda estar vivo. Nem uma final de Copa das Confederações entre Brasil e Espanha foi capaz de alcançar o feito. Mas uma partida decisiva das oitavas de final do Flamengo diante do Cruzeiro, sim. Sob berros, o espírito do Mário Filho despertou do sono de quase três anos. E se reconheceu como a casa daquela gente.

Gente vestida de vermelho e preto, a cada partida. Uma multidão hipnotizada pelo sentimento de vencer, avançar, conquistar. Até amendrontar. Se o Flamengo tem em sua torcida o 12o jogador, no Maracanã ele tem o 13o. Beira a covardia com os adversários. O emblemático estádio confunde-se com a massa que canta, de maneira até arrogante, que o Maraca é deles. E é mesmo.

Pois foi nele que Elias, aos 43 minutos do segundo tempo, conseguiu bater no canto esquerdo de Fábio na segunda partida das oitavas de final da Copa do Brasil. Tudo parecia perdido. Mas não estava. O Maracanã não deixou. O mantra da arquibancada empurrou o time à frente. É nome e sobrenome. Fogueira com brasa. Flamengo do Maracanã. Maracanã do Flamengo. Pouco importa. A ordem dos fatores não altera a magia. Pulsam por unidos por um amor só.

É quase um craque que intimida adversários e joga junto. Emociona técnico e jogadores. Fez Jayme de Almeida ficar com os olhos marejados antes do confronto com o Botafogo dada a supremacia das cores vermelha e preta na arquibancada. Fez Léo Moura chorar ao cantar parabéns pelos 35 anos. Fez Elias também não conter as lágrimas ao ouvir o nome do filho, então enfermo, reverberar por todas as suas paredes. Viu o Brocador estufar suas redes. Exalou um suspense quase palpável enquanto os gols na finalíssima não saíam.

Se alguém duvidava da energia entre Flamengo e Maracanã, não há mais motivo. Desde que o estádio ganhou roupa nova foram 17 jogos. 12 vitórias, três empates e apenas duas derrotas rubro-negras. Nenhuma delas na Copa do Brasil. Na competição, o time se tornou imbatível no estádio. Venceu o campeão brasileiro, goleou o rival de General Severiano, fez festa na decisão. Gol de Elias. Outro de Hernane.

Na partida derradeira, mais um espetáculo à parte. Mosaico, aplausos, choro. “Conte comigo, Mengão”. Escrito e cantado com as vozes do próprio estádio. De uma Nação. Desperto e preparado para receber a sua gente para mais uma noite histórica, o Maracanã abraçou o Flamengo como o primeiro clube campeão em suas terras na nova era. Feche os olhos, torcedor rubro-negro. Lembre das vozes do estádio. No fundo, elas ainda ecoam. Mengo. Mengo. Mengo. Três vezes. Isso mesmo. Tricampeão da Copa do Brasil.

Textos, informações e fotos: site da ESPN Brasil

Arte: Toque de Bola


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