18 set 2017

Conselho Deliberativo do Atlético aprova projeto de construção de estádio próprio



 Veja textos e informações divulgados pelo O Tempo, de  Belo Horizonte, sobre a aprovação do projeto do Estádio do Galo, pelo Clube Atlético Mineiro:

Prefeito de Belo Horizonte e ex-presidente do Atlético, Alexandre Kalil, deu último votou na reunião do Conselho Deliberativo do clube

   O Conselho Deliberativo do Atlético aprovou, na tarde desta segunda-feira, a venda de metade do shopping DiamondMall para viabilizar a construção do estádio próprio. Recheada de expectativas, a votação começou às 9h e, por volta das 14h30, o número suficiente de “sim” chegou aos dois terços necessários (260) para a aprovação, segundo estabelece o estatuto do clube. O clube deve homologar o resultado somente às 21h, quando se encerra o período estipulado para discutir o assunto.

O projeto de lei para autorizar o empreendimento já está pronto e, nos próximos dias, será encaminhado à Câmara Municipal para a votação dos vereadores (é necessária a maioria simples). Posteriormente, o clube entra com o processo de licenciamento ambiental. O estádio será construído no bairro Califórnia, região Noroeste da capital, com capacidade para 41.800 pessoas. Orçadas em R$ 410 milhões, as obras devem começar em março do próximo ano, com previsão de conclusão até o fim de 2020.

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Com a aprovação do conselho, 50,1% do DiamondMall será repassado à Multiplan, empresa que já administra o complexo de compras e que o devolveria ao clube em 2026. Com o novo acordo, o contrato de arrendamento vai ser prorrogado até 2030. Para chegar aos R$ 410 milhões, a diretoria vendeu os naming rights para a MRV por R$ 60 milhões. Os outros R$ 100 milhões serão captados com a venda de cadeiras cativas. Caso não forem vendidas, o Banco BMG garante 60% do valor.

E agora?

Com a aprovação do projeto do estádio pelo Conselho Deliberativo do Atlético, nesta segunda-feira, o empreendimento, agora, segue os procedimentos burocráticos.

O projeto de lei municipal do estádio já está pronto e deve ser encaminhado à Câmara Municipal nos próximo dias. Para a aprovação, é preciso o parecer favorável da maioria simples dos vereadores.

Depois, o processo segue para a prefeitura para o processo de licenciamento ambiental. Após o aval das autarquias, a proposta será levada ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) para, depois, ser apreciada pela Secretaria de Regulação Urbana (Smaru), que emitirá o alvará.

O Atlético estima o início das obras para março de 2018, com o término da construção até o fim de 2020.

O plano de negócios

A obra está orçada em R$ 410 milhões. O Atlético já vendeu os naming rights para a MRV Engenharia, do conselheiro Rubens Menin, por R$ 60 milhões durante 15 anos e, por isso, o estádio já nasce batizado de Arena MRV.

O clube também pretende levantar pelo menos R$ 100 milhões com a venda de cadeiras cativas (4.700 unidades a R$ 25 mil cada, a serem pagas durante a construção, sendo que o comprador terá direito de uso por 15 anos) e camarotes (36 unidades, com 25 lugares cada, ao preço de R$ 1,3 milhão cada, também por 15 anos de uso). O Banco BMG, do ex-presidente atleticano Ricardo Guimarães, dará garantia de compra de 60% das cativas.

A maior fatia do bolo virá justamente do dinheiro de parte da venda do DiamondMall. Segundo avaliação do clube, o complexo de compras estaria avaliado em quase R$ 500 milhões a preços de hoje. A Multiplan, atual administradora do estabelecimento, se comprometeu a adquirir 50,1% do shopping por R$ 250 milhões.

Assim, o arrendamento, que terminaria em 2026, foi prorrogado por quatro anos, até 2030. Durante o período das obras, o Atlético manterá o recebimento dos atuais 15% da receita. Depois, o valor cai pela metade, já que o clube só será todo de metade do shopping.

Extra

Além dos R$ 410 milhões orçados para a obra, o clube conta ainda com uma espécie de “cheque especial”. São os naming rights setoriais. Empresas do ramo de alimentos, bebidas e estacionamento se comprometeram a pagar para vender seus produtos no estádio. Essa grana pode representar 5% no valor da obra.

O empreendimento está sendo orçada na forma de preço máximo garantido, ou seja, independentemente do que aconteça, o valor precisa ser respeitado. Para isso, o Atlético vai exigir a contratação de um seguro pela construtora.

 

De: O Tempo – Thiago Nogueira e Bruno Trindade

Foto: O Tempo

Arte: Atlético Mineiro


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